Agência Brasil
Rio de Janeiro – O movimento de cargas voltadas para a exportação cresceu 45% nos últimos dois anos nos quatro portos administrados pela Companhia Docas do Rio de Janeiro. No ano passado foram embarcadas para fora do país 32 milhões de toneladas pelos terminais Sepetiba, Niterói, Angra dos Reis e Rio. O volume deve subir para 40 milhões de toneladas neste ano, de acordo com projeções do presidente da companhia, Antônio Carlos Soares.
O presidente da companhia atribui grande parte do desempenho ao plano do governo federal de melhorar a infra-estrutura e melhorar a competitividade dos terminais portuários do estado do Rio de Janeiro. "O governo do presidente Lula resolveu encarar a questão da deficiência de infra-estrutura dos nossos portos", disse Soares. A Docas é uma empresa ligada ao governo federal encarregada de administrar portos do Rio.
De acordo com o executivo, desde 2002 até o final deste ano os portos fluminenses terão recebido investimentos de R$ 130 milhões. A maior parte, porém, R$ 116 milhões, tinham previsão de aplicação entre setembro do ano passado e o final deste ano. Segundo Soares, do total, R$ 59 milhões serão investidos em serviços de dragagem nos portos do Rio, Niterói e Sepetiba. O restante será usado para melhorar a segurança operacional dos terminais, a automação e a pavimentação de vias internas.
Já como resultado das operações de melhoria, o Porto do Rio de Janeiro, que integra o complexo de portos da Docas, fez ontem o seu primeiro embarque de carros da General Motors e da Volkswagen para os Estados Unidos e a Europa. É a primeira vez que o terminal serve de via de exportação para carros destas montadoras para estes destinos.
Os embarques de automóveis devem ajudar o porto a aumentar suas exportações em 2005. Já no ano passado, a exportação de veículos pelo terminal cresceu 86% em relação ao ano anterior. Foram embarcados 82 mil carros. Para este ano, a projeção de Soares indica exportações de 150 mil veículos, quase o dobro. "Este crescimento é uma clara demonstração da competitividade do Porto do Rio e também de que o automóvel brasileiro é competitivo a nível internacional", afirmou.

