São Paulo – As exportações brasileiras aos países árabes, de janeiro a julho, cresceram 1,1% em comparação com o mesmo período do ano passado e renderam US$ 5,18 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Na mesma comparação, as exportações totais do Brasil caíram 24%.
O aumento das vendas brasileiras de açúcar (+49,38%), aeronaves (+62,7%) e soja (+186,96%) ao mercado árabe compensaram a queda das exportações de carnes (-7,75%), que são os principais produtos embarcados para a região, e de minério de ferro (-29,33%), que é o terceiro maior item da pauta.
"Vale destacar também alguns itens da pauta que tiveram um grande crescimento, como ração animal, amido, farelo de soja, farinha de peixe, animais vivos, papel cartão, motores e geradores elétricos e aparelhos eletromecânicos", afirmou o secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby. Segundo ele, é importante que o Brasil continue trabalhando com a promoção de seus produtos no mercado árabe para não deixar haver uma queda contínua nas exportações.
Os principais destinos das exportações brasileiras nos sete primeiros meses do ano foram Arábia Saudita, com vendas no valor de US$ 1,13 bilhão; Egito, com US$ 864,76 milhões; Emirados Árabes, com US$ 853 milhões; Argélia, US$ 405,46 milhões; e Marrocos, US$329,93 milhões.
Os mercados tradicionais que apresentaram maior crescimento nas importações no período foram Emirados (18,21%), Argélia (31,86%), Egito (24,44%), Marrocos (24,82%), Líbano (39,39%) e Iraque (85,67%). Já os menos tradicionais que mais cresceram foram Somália, Djibuti, Sudão e Iêmen.
Apesar das vendas brasileiras ao mercado árabe terem se mantido praticamente estáveis nos sete primeiros meses do ano, no mês de julho as exportações para Liga Árabe apresentaram queda de 11,37% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os embarques brasileiros somaram US$ 883,65 milhões, contra US$ 997 milhões em julho de 2008.
Um dos principais produtos embarcados para o mercado árabe, o minério de ferro, teve queda de 52,88% em julho. Outros itens da pauta que apresentaram queda foram as carnes e as máquinas e aparelhos mecânicos.
Os maiores mercados no mês de julho foram Arábia Saudita, com importações de US$ 177,5 milhões; Emirados, com US$ 148,3 milhões; Egito, US$ 130 milhões; e Argélia, US$ 83,89 milhões. Os países que apresentaram maior crescimento no mês foram Argélia, Emirados, Líbano, Iraque, Iêmen e Djibuti.
Importações
No mês de julho, as importações brasileiras dos países árabes somaram US$ 708 milhões, uma queda de 32% em relação ao mesmo mês do ano passado. No entanto, em comparação a junho deste ano, as importações tiveram um aumento de 59,46%.
De janeiro a julho, as compras do Brasil do mercado árabe apresentaram uma queda ainda maior, de 56,48%, em relação ao mesmo período de 2008. As importações somaram US$ 2,75 bilhões. Os principais fornecedores de combustíveis minerais, fertilizantes, produtos químicos e enxofre foram Arábia Saudita, Argélia, Líbia, Iraque e Marrocos.

