Alexandre Rocha
São Paulo – As exportações do Brasil para os países árabes renderam US$ 5,935 bilhões entre janeiro e novembro deste ano, um aumento de 25,7% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. "Nós vamos superar a meta prevista no início do ano", disse ontem o presidente da entidade, Antonio Sarkis Jr.
Em janeiro, a Câmara Árabe fez uma previsão de que os embarques para a região cresceriam 20% no ano e chegariam a US$ 6,25 bilhões. "Mantido o ritmo atual vamos ficar acima disso", acrescentou Sarkis. A média mensal das exportações aos árabes em 2006 está em quase US$ 540 milhões, sendo que no segundo semestre o crescimento dos embarques se acentuou.
Em novembro somente, as exportações para a região somaram US$ 675,6 milhões, o segundo melhor resultado mensal da história, atrás apenas do registrado em outubro, que foi de US$ 730,6 milhões.
"Os produtos brasileiros estão tendo boa aceitação no mercado árabe, especialmente os do agronegócio", disse Sarkis. Ele ressaltou, no entanto, que mercadorias industrializadas e de alto valor agregado também estão indo bem na região, como é o caso dos aviões da Embraer.
Nos 11 primeiros meses do ano, as exportações cresceram para 17 dos 22 países árabes, incluindo os principais importadores do Brasil. A Arábia Saudita, por exemplo, comprou o equivalente a US$ 1,3 bilhão, 25,8% a mais do que no mesmo período do ano passado. As vendas para o Egito somaram US$ 1,2 bilhão, um crescimento de 54%. Para os Emirados Árabes Unidos, os embarques aumentaram em 41% e chegaram a US$ 944,7 milhões. A Argélia importou US$ 417,5 milhões, 14,5% a mais. O Iêmen comprou o equivalente a US$ 255 milhões, um crescimento de 50%.
As importações brasileiras de produtos árabes, por sua vez, chegaram a US$ 5,1 bilhões entre janeiro e novembro, 4,14% a mais do que no mesmo período do ano passado. Para Sarkis, o crescimento menos acentuado foi devido à redução do preço do petróleo no mercado internacional e à auto-suficiência na produção do produto atingida pelo Brasil.

