Da redação
São Paulo – A indústria calçadista brasileira aumentou em 12,7% o volume das exportações do setor nos dois primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2007. Foram 39 milhões de pares vendidos no exterior, segundo números da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados).
A receita com as exportações também teve crescimento. A alta foi de 6,1% e as divisas ficaram em US$ 368,6 milhões. Os calçados de cabedal (parte superior) sintético lideraram os embarques do bimestre, com 22,4 milhões de pares. Eles renderam para a indústria nacional US$ 81 milhões e foram vendidos a uma média de US$ 3,6 o par.
Já os produtos de cabedal em couro somaram 13,5 milhões de pares e faturamento US$ 259,9 milhões. O preço médio ficou em US$ 19,18. Os sapatos de cabedal têxtil foram dois milhões de pares, com US$ 22,2 milhões e preço médio de US$ 10,93.
"Os calçados de couro, que possuem valor agregado e empregam maior mão-de-obra, estão constantemente perdendo participação de mercado, que é o fato mais preocupante para os fabricantes deste produto", disse o vice-presidente da Abicalçados, Ricardo Wirth, em material divulgado pela assessoria de comunicação da entidade.
Também houve aumento nas importações de calçados do país. No primeiro bimestre do ano, o Brasil comprou no exterior 7,3 milhões de pares de calçados por US$ 52,2 milhões. O aumento nas importações foi de 103,2% em volume físico e de 84,8% em valores.
Entre os principais estados exportadores de calçados, no Brasil, o Ceará ocupa a primeira posição, seguido pelo Rio Grande do Sul. O Ceará aumentou em 36,6% o seu volume de calçados exportados e em 17,6% as receitas. Foram comercializados 16,8 milhões de pares a US$ 68,2 milhões.

