São Paulo – As exportações das cooperativas brasileiras cresceram 37,7% no primeiro semestre de 2011 na comparação com o mesmo período de 2010. Entre janeiro e junho deste ano, as vendas externas do setor somaram U$ 2,746 bilhões. Entre os 15 maiores mercados das cooperativas nacionais estão Emirados Árabes Unidos, Argélia, Arábia Saudita e Egito.
"O cooperativismo brasileiro tem direcionado os seus esforços para oferecer produtos com qualidade cada vez superior e manter uma relação comercial com os destinos tradicionais. A competência, aliada à manutenção dos preços das commodities, levou a esse crescimento", declarou Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em nota divulgada pela entidade.
Este foi o melhor resultado do período considerando a série histórica iniciada em 2005. Naquele ano, as exportações das cooperativas representavam 1,9% do total das exportações brasileiras. Este ano, as vendas externas do setor já respondem por 2,3% da pauta de exportação do país.
Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas, no primeiro semestre de 2011, destacaram-se: café em grãos (com vendas de US$ 382,5 milhões, representando 13,9% do total exportado pelas cooperativas); açúcar refinado (US$ 377,1 milhões, 13,7%); soja em grãos (US$ 342,2 milhões, 12,5%); açúcar em bruto (US$ 321,6 milhões, 11,7%); e farelo de soja (US$ 291,0 milhões, 10,6%).
A Alemanha foi o principal destino das exportações do setor, com compras de US$ 317,6 milhões, representando 11,6% do total. Os Emirados Árabes Unidos, quarto lugar na lista de importadores, respondeu por US$ 215,4 milhões. Para a Argélia as vendas foram de US$ 119,4 milhões; Arábia Saudita, US$ 108,2 milhões; Egito, US$ 54 milhões.
Importações
Os principais produtos importados pelas cooperativas, no primeiro semestre de 2011, foram: cloretos de potássio (com compras de US$ 28,8 milhões, representando 17,5% do total importado pelas cooperativas); cevada cervejeira (US$ 23,8 milhões, 14,4%); malte não torrado (US$ 17,6 milhões, 10,7%); diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 11,4 milhões, 6,9%); e ureia com teor de nitrogênio (US$ 8,8 milhões, 5,3%).

