Brasília – A balança comercial do agronegócio brasileiro registrou duas marcas significativas em julho. As exportações geraram US$ 7,9 bilhões em dividendos, 50% a mais que no mesmo mês de 2007, e o superávit foi de US$ 6,8 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, o superávit foi de US$ 57,3 bilhões, com vendas externas de US$ 68,1 bilhões, 24% acima do valor obtido entre agosto de 2006 e julho de 2007.
Os dados, divulgados ontem (7) pelo Ministério da Agricultura, indicam que os valores devem continuar aumentando, uma vez que nos sete primeiros meses deste ano as exportações do agronegócio já somam US$ 41,7 bilhões. Os setores que mais contribuem para o crescimento são soja, carne, produtos florestais e cana-de-açúcar, tanto pelo maior volume vendido quanto pelo aumento dos preços internacionais.
Em julho foram exportados US$ 2,8 bilhões em produtos do complexo soja. Só em soja em grão o total foi de US$ 1,9 bilhão, um aumento de 121%, considerando um incremento de 71,8% nos preços do produto e de 28,7% na quantidade vendida. As carnes (bovina, suína e de aves) geraram US$ 1,4 bilhão, 55,2% a mais que no mesmo mês do ano passado.
O setor de lácteos, que está entre os maiores, foi destaque pelo bom desempenho no mês passado, exportando 226,3% a mais que em julho de 2007. Nos sete primeiros meses deste ano, foram US$ 291 milhões em produtos feitos à base de leite, 169% a mais que no mesmo período do ano anterior. Segundo o Ministério da Agricultura, os números "refletem o crescimento da demanda mundial por esses produtos e confirmam o processo de consolidação do Brasil como grande exportador de lácteos".
A União Européia (UE) segue liderando com ampla vantagem como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com participação de 33,6% nos últimos 12 meses. No entanto, a Ásia, mesmo sem a inclusão dos países do Oriente Médio, quase empatou com a UE, com destaque para a China que, nos primeiros sete meses do ano, aumentou em 103% as importações de tais produtos. Assim, o país atingiu uma participação de 13,2% como destino das exportações, ultrapassando os Países Baixos, com 9,5%, e os Estados unidos, que têm 8,7%.

