Da redação
São Paulo – As exportações do setor gráfico brasileiro cresceram 10,8% no primeiro trimestre deste ano e renderam US$ 64,97 milhões para as indústrias do setor. A informação é da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As embalagens lideraram as exportações do segmento, com US$ 25,5 milhões, ou 39% das vendas, seguidas pelos cartões impressos, com US$ 12,9 milhões, equivalentes a 18,7%.
As importações também tiveram aumento expressivo no período. Elas cresceram 30,7% entre janeiro e março sobre o mesmo período de 2007, para US$ 82,1 milhões. Nos mesmos meses do ano passado, as importações gráficas estavam em US$ 62,8 milhões. Os produtos editoriais, como revistas e livros, foram responsáveis por 45% do total importado, ou US$ 37,6 milhões. Cartões impressos representaram 24,3%, com US$ 20,1 milhões, e as embalagens 14%, com US$ 12,9 milhões.
Os valores de exportação e importações resultaram em um déficit de US$ 17,6 milhões para o Brasil. O valor foi 302% maior do que nos primeiros três meses de 2007, quando o saldo estava negativo em US$ 4,28 milhões. De acordo com o presidente da Abigraf, Mário César de Camargo, a causa do aumento do déficit foi a sobrevalorização da moeda brasileira. “A taxa média de câmbio que vigorava no primeiro trimestre de 2007 era R$ 2,1 por US$ 1; agora, já chega a R$ 1,73 por US$ 1”, explica, em nota da entidade.
O segmento de cadernos foi um dos que perdeu o dinamismo no começo deste ano e registrou exportações 44% menores. O segmento sempre foi um dos grandes colaboradores para o superávit comercial da indústria gráfica. O presidente da Abigraf afirma, porém, que o déficit não chega a afetar significativamente o setor, já que as exportações representam menos de 2% da vendas totais da indústria gráfica.
“A indústria gráfica brasileira, de forma geral, segue em crescimento, acompanhando de perto a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do país”, afirma Camargo. No ano passado, o segmento teve faturamento de R$ 17 bilhões, com alta de 4,5% sobre o ano anterior. A indústria gráfica, segundo o presidente da Abigraf, segue criando empregos e aumentando a sua base de empresas no Brasil.

