Da Agência Brasil
Brasília – As empresas brasileiras venderam, no ano passado, produtos no total de US$ 20 milhões ao Quênia – país da costa leste africana. Mas o governo brasileiro quer aumentar bastante esse volume, considerado "absurdamente" pequeno pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
O governo quer também aprofundar as relações com o Quênia, trocando experiências nas áreas de educação, cultura, de cooperação técnica, agricultura, meio ambiente e saúde. No comércio, a intenção é aumentar as exportações e, na seara política, contar com o apoio de mais este país para a candidatura do Brasil a um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
"No campo comercial há um mundo ainda a ser descoberto. O nosso comércio é muito pequeno. O Brasil exporta apenas US$ 20 milhões para o Quênia, o que é absurdamente pouco", disse o ministro, durante a abertura da 1ª Reunião da Comissão Mista Brasil-Quênia, no Palácio do Itamaraty.
Segundo Amorim, o Brasil exporta mais para Gâmbia, que é bem menor. "Gâmbia é uma fração mínima do que é o Quênia e nós exportamos para lá US$ 30 milhões. Isso demonstra que temos que descobrir os canais de comércio. Temos também que importar. É natural que todo o comércio precisa de um estímulo para que seja de duas mãos", disse Amorim.

