São Paulo – As exportações brasileiras cresceram nas duas primeiras semanas de outubro em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira (13) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Nos sete dias úteis de 01 a 11 de outubro, o Brasil exportou o equivalente a US$ 5,589 bilhões, ou US$ 798,4 milhões pela média diária, uma expansão de 0,2% sobre a média do mesmo mês de 2014.
As importações, por sua vez, somaram US$ 4,561 bilhões, com média diária de US$ 651,6 milhões, valor 23,2% inferior ao de outubro do ano passado. No mês, a balança comercial acumula superávit de US$ 1,028 bilhão.
As exportações de produtos básicos cresceram 8,2% para US$ 383,1 milhões em média por dia útil. O crescimento foi impulsionado pelos embarques de soja, minério de cobre, milho, petróleo, fumo e pimenta. Já as exportações de produtos semimanufaturados caíram 9,6% para US$ 110,2 milhões em média, por causa de vendas menores de ferro fundido, madeiras em estilhas (madeira picada), borracha sintética, açúcar bruto, óleo de soja bruto, couros, ceras vegetais, semimanufaturados de ferro/aço e ferro-ligas.
Houve queda também no desempenho dos produtos manufaturados em comparação com outubro de 2014. A retração foi de 3,4%, com vendas diárias de US$ 287,4 milhões. Caíram as remessas de açúcar refinado, laminados planos de ferro ou aço, óleos combustíveis, bombas e compressores, pneumáticos, motores e geradores elétricos, máquinas para terraplanagem, motores para veículos, medicamentos e autopeças.
Em comparação com setembro deste ano, as exportações cresceram 3,8%, nas categorias de básicos e de semimanufaturados. Entre os manufaturados, houve queda.
Já entre as importações, as principais quedas foram registradas nas compras de aeronaves e peças, que caíram 66,9% nas duas primeiras semanas de outubro em comparação com outubro do ano passado. As importações de algodão tiveram retração de 61,9% e foram seguidas por reduções nas compras de papel e obras (- 47,4%), filamentos e fibras sintéticas artificiais (-42,2%), siderúrgicos (-38,9%), equipamentos elétricos e eletrônicos (-35,6%), borrachas e obras (-34,1%), combustíveis e lubrificantes (-33,8%) e automóveis e partes (-28,9%).
No acumulado do ano, a balança comercial brasileira registra superávit de US$ 11,276 bilhões. No mesmo período do ano passado, o comércio estava deficitário em US$ 601 milhões.


