São Paulo – Treze empresas egípcias participam nesta segunda-feira (24) de rodadas de negócios na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo, para exportar especiarias, ervas e plantas medicinais. As companhias participam do projeto Emap (Plantas Medicinais e Aromáticas) que promove as exportações deste setor no Egito.
“Identificamos o Brasil como um dos mercados potenciais para plantas medicinais e aromáticas e vimos que essa seria uma boa oportunidade de negócios para as empresas egípcias se reunirem com as brasileiras”, afirmou Mahmoud Abdel Salam, coordenador do projeto. “Temos três empresas que já exportam para o Brasil, mas elas não vendem nem 5% de sua produção para cá, por isso decidimos expandir nossas exportações para o Brasil”, afirmou.
“O Brasil está entre os países mais importantes para nós. Começamos com ervas e especiarias e agora estamos estudando outros itens que podem ser exportados. Estamos aqui para estudar o mercado. Acho que temos boas oportunidades, pois temos itens que não são produzidos no Brasil. Achamos que podemos ser muito competitivos nestas especiarias”, destacou Tarek Abou-Bakr, chefe da Divisão de Ervas e especiarias do Conselho de Exportação de Agricultura, do Ministério da Indústria e Comércio Exterior do Egito.
Uma das empresas egípcias que já mantém negócios com o Brasil é a Herbal/FM. A companhia está no mercado desde 1990 e vende ao Brasil há oito anos. “Costumamos exportar sementes de baunilha e anis, manjericão e manjerona ao Brasil”, conta Amr Bahgat, presidente da empresa. Ele destaca a importância de negociar diretamente com os importadores brasileiros. “Para nós, egípcios, é muito importante estar aqui no Brasil, pois é importante marcar presença no mercado em que você quer estar dentro”, avaliou.
César Horovitz, representante da brasileira Certa Indústria e Comércio de Alimentos, conta que sua empresa já compra especiarias do Egito por meio de importadores brasileiros e que veio às rodadas porque tem interesse em comprar diretamente dos produtores árabes. “Aqui as ofertas que nos interessaram foram de ervas, como manjerona, manjericão, salsa. São várias empresas que ofereceram produtos de qualidade bastante satisfatória. Algumas amostras eu já peguei e outras eles vão me mandar”, revela o executivo.
A Arcotrade já chegou a exportar para o Brasil há cerca de seis anos. Agora, ela quer reconquistar o mercado brasileiro. “Estamos tentando explorar mais negócios potenciais no Brasil, porque sabemos que muitos itens que o Egito exporta, em ervas e especiarias, têm um mercado muito bom no Brasil e estamos tentando explorá-lo. Também com a visita à [feira de alimentos] Sial, esperamos estabelecer relações diretas com os importadores brasileiros”, ressaltou Houssam Shalaby, diretor-geral da companhia. Os egípicos pretendem visitar a feira que ocorre esta semana em São Paulo.
Jorge Antônio, trader da Sakura, empresa especializada em molhos, veio às rodadas em busca de novos condimentos para os produtos da companhia. “Estamos aqui para identificar especiarias que melhor se adaptem a nossa linha de produção”, afirmou.
Até o momento, a empresa só trabalhava com matérias-primas do mercado interno. Agora, ela quer variar os sabores de seus produtos. “Mesmo sendo o mesmo produto que você encontra no Brasil, por vir de uma região diferente, ela vem com um outro diferencial, um outro sabor”, ressaltou.


