Rio de Janeiro – A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) defende a inclusão de medidas como a desoneração tributária total das exportações, o oferecimento de linhas de crédito para suprir a falta de financiamento internacional e a liberação dos créditos fiscais acumulados no plano de ação contra a crise elaborado por dirigentes da Cúpula Empresarial do Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), que será realizado de 18 a 21 de maio, no Rio de Janeiro. O plano será lançado hoje (16) em São Paulo e no Rio.
Segundo o vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro, as exportações brasileiras deverão cair este ano entre 17% e 18%, ficando entre US$ 160 bilhões e US$ 163 bilhões. Castro disse que a queda resultará da redução do preço das commodities e da diminuição dos embarques de produtos manufaturados.
Ele explicou que isso ocorrerá porque os mercados compradores dos produtos manufaturados brasileiros, que são a América Latina e a África, estão passando por certa dificuldade. “Então, o poder de compra desses países diminuiu bastante.” Sobre a alta das commodities na semana passada, Castro ressaltou “que continua bem abaixo dos parâmetros atingidos no ano passado”.
Para este ano, a expectativa é que o superávit da balança comercial do Brasil oscile entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões. O resultado será menor do que o obtido em 2008, mas bem acima das projeções mais pessimistas do mercado exportador, que indicavam um saldo da ordem de US$ 5 bilhões este ano, disse Castro. A projeção da AEB é de superávit de US$ 16 bilhões.
"Esse superávit se deve à forte queda nas importações. As exportações continuam caindo, mas as importações mostram ritmo de queda mais forte." Para José Augusto de Castro, essa tendência deverá se manter ao longo do ano, “a não ser que o mercado interno reaja de forma bastante forte”.

