Marina Sarruf
São Paulo – Os contatos comerciais realizados durante os três dias da Exposição do Algodão Egípcio, que ocorreu na semana passada no Espaço Câmara Árabe em São Paulo, podem gerar negócios de US$ 2,5 milhões a US$ 3 milhões para os próximos 12 meses, segundo previsão de Abdel Wahab Mansur, diretor da Lotas Comércio Exterior, empresa que representa diversos fornecedores egípcios. "Acredito que o resultado foi muito satisfatório", afirmou.
De acordo com Mansur, das 20 empresas que mandaram representantes, 90% devem fechar negócios. "Vieram os importadores certos", disse. Entre as companhias que participaram estão a Zêlo, Cinerama, Dohler, Sancris, Selene e Toyobo.
"Muitas vieram de fora de São Paulo", acrescentou Mansur. Compareceram também representantes de entidades, como o Serviço Nacional da Indústria (Senai) e da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest). Foram exibidos produtos de toda a cadeia produtiva, como algodão em pluma, fios, tecidos e confecções. O diretor da Lotas quer repetir a mostra no próximo ano.
Segundo o cônsul comercial do Egito em São Paulo, Mohamed Bakri Agami, é necessário continuar promovendo os produtos egípcios no Brasil. "Não só o algodão, mas os móveis, softwares, produtos petroquímicos, fertilizantes, entre outros", disse. A mostra foi promovida pelo escritório comercial do país árabe na capital paulista.
Para o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Michel Alaby, o resultado da mostra foi positivo. "É nosso objetivo também auxiliar os exportadores egípcios", disse. Em eventos futuros, porém, ele quer presença física de mais exportadores egípcios para um contato cara a cara com os empresários brasileiros.

