Geovana Pagel
São Paulo – Nos últimos quinze meses a Arábia Saudita importou o equivalente a US$ 4 milhões em papel de baixa gramatura – linha fine kraft – da Celulose Irani. A empresa brasileira, com matriz em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, iniciou as vendas para a região há 10 anos. Hoje ela é líder de mercado na Arábia Saudita com a linha de papel que é própria para embalagem de alimentos.
"O grande salto das vendas para a Arábia Saudita ocorreu mesmo de 2003 pra cá, quando os embarques cresceram cerca de 50%", afirma o gerente de exportação da companhia, Henrique Zugman. "Sem dúvida este aumento foi excelente. Resultado de uma troca de parceria com garantia de fornecimento", avalia. Segundo Zugman, desde que começou a vender para a região, a Irani sempre teve a preocupação de garantir um fornecimento regular, independentemente da taxa de câmbio ou de problemas de logística.
"O pulo do gato mesmo ocorreu em 2004 quando o Brasil passou por grandes dificuldades para exportar. Como nós honramos todos os contratos agora estamos colhendo os frutos. A tendência é continuar a manutenção dos valores e volumes", garante Zugman. O principal mercado árabe é a Arábia Saudita, mas a empresa exporta também para Bahrein, Líbano, Emirados Árabes Unidos e Egito.
O mercado externo é estratégico para a companhia que está presente em cerca de 40 países na América Latina, Europa, Ásia e África, além dos Estados Unidos. Entre os mercados mais importantes, Zugman cita a Argentina, Paraguai, Chile, Arábia Saudita, Nigéria, África do Sul, Estados Unidos, Bahrein, Peru, Taiwan, Costa Rica e Holanda.
Além do papel, a Irani produz celulose, papelão, resinas, madeira serrada e móveis. A madeira utilizada é 100% de reflorestamento.
Créditos de carbono
No último dia 4 de setembro, a Celulose Irani se tornou a primeira empresa brasileira do setor de papel e celulose a ter créditos de carbono emitidos por força do Protocolo de Kyoto. Os certificados têm origem no projeto de Co-geração da Divisão Papel, em Santa Catarina.
Com investimentos de R$ 22,5 milhões para implantação de uma caldeira de alta pressão à base de biomassa de base florestal renovável, a empresa se tornou auto-suficiente na geração de energia elétrica, eliminando a utilização de óleo combustível.
Segundo informações da Irani, os créditos de carbono provenientes do projeto já foram vendidos para a Shell, que os usará para atingir as metas de redução de emissões de suas fábricas localizadas em países industrializados, conforme determina o Protocolo de Kyoto. A redução potencial da emissão é de 3.702 mil toneladas de carbono (CO2) equivalente em 21 anos.
História
A Celulose Irani, fundada em 1941, foi responsável pela formação da Vila Campina da Alegria, que hoje possui cerca de 1,3 mil, a grande maioria vinculada direta ou indiretamente à empresa.
Em 1994, o Grupo Habitasul assumiu o controle e reestruturou a Irani, elevando-a a um novo patamar, que inclui produção verticalizada da semente à embalagem; produção diária de 400 toneladas de papel; 34 mil hectares de florestas, sendo 16,8 mil hectares reservados para o plantio de araucárias, eucaliptos e três espécies de pinus e 17,2 mil hectares para florestas nativas e reservas legais intocáveis.
A companhia então adotou o slogan "Tecnologia e Preservação" para expor seu compromisso com a constante melhoria de seus produtos, investimento em tecnologia de ponta, preservação do meio-ambiente, compromisso com a responsabilidade social, além de promover o retorno adequado dos investimentos e assegurando trabalho e renda dentro das comunidades em que está inserida.
Hoje a Celulose Irani, que emprega mais de 1,8 mil funcionários, tem seis unidades fabris localizadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e em São Paulo.
Contatos
Celulose Irani
Telefone: +55 (11) 5504-3521
E-mail: exporta@irani.com.br
Site: www.irani.com.br

