Geovana Pagel
São Paulo – Os países do Oriente Médio e Norte da África são uma das apostas da fabricante de calçados femininos Romanesk, com sede em Goiânia, no estado de Goiás, para recuperar as exportações em 2006. A empresa estuda a participação em quatro feiras internacionais neste ano: a Motexha, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos; a Micam, em Milão, na Itália; a GDS, em Düsseldorf, na Alemanha, e a Modacalzado, em Madri, na Espanha.
"Estamos avaliando juntamente com a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) quais as feiras mais interessantes para os nossos produtos e acreditamos que o mercado árabe possa ser uma das alternativas", afirma o diretor comercial da Romanesk, Hélio Chagas de Toledo. Apesar da fabricante já exportar para Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos há cinco anos, a Motexha poderá ser a primeira participação numa feira no Oriente Médio.
"Consideramos o mercado árabe muito interessante, devido ao alto poder aquisitivo dos importadores, e sabemos que o contato direto nas feiras é o que garante o maior retorno nas exportações", afirmou. A Romanesk acabou de participar da Couromoda, realizada de 16 a 19 de janeiro em São Paulo, e apesar das vendas terem sido menores este ano, o empresário está otimista. "A solução é cambial. Como os juros já estão baixando, temos esperança que os negócios do setor melhorem em breve", disse.
Em meio à crise que afetou o setor calçadista brasileiro em 2005, a Romanesk foi uma das tantas empresas que teve que reduzir sua produção e demitir funcionários. Segundo Toledo, em 2004 eram 240 funcionários para uma produção de 40 mil pares ao mês. Hoje são 150 funcionários para uma produção mensal de 30 mil pares. "No ano passado perdemos contratos e clientes importantes. Não tivemos outra alternativa senão diminuir a produção e o número de empregados. Porém, nossa aposta é no começo da volta por cima em 2006", afirmou.
Na avaliação de Toledo, um fator que deve contribuir muito para a recuperação do setor é o diferencial dos sapatos nacionais em qualidade e modelagem. "Nos últimos anos, o Brasil melhorou muito o design dos calçados, que fazem o maior sucesso no exterior. Só precisa recuperar a competitividade nos preços", ressaltou.
A empresa
A Romanesk foi fundada em 1993 por três sócios que já atuavam no segmento calçadista. No início, a empresa produzia apenas 50 pares de calçados femininos por dia, que eram destinados somente ao mercado local. Hoje a Romanesk produz 30 mil pares ao mês, está presente em todos os estados brasileiros e em vários países da América Latina, Europa, Oriente Médio, Estados Unidos e outros.
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