Agência Sebrae
Belo Horizonte – Limão, melaço de cana, própolis e a legítima cachaça de alambique mineira. Esses são os ingredientes da Caipirinha de Rapadura. Idéia de Sebastião Marinho, o produto foi desenvolvido com o apoio do Sebrae em Minas Gerais e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). "O produto é 100% natural, não leva nenhuma essência para ganhar sabor", assegura Marinho.
"Eu tinha a idéia e estava sozinho, então procurei o Sebrae. Com a ajuda da entidade, consegui verba para receber o apoio da Universidade", conta. Desde então, já se vão quatro anos de intensa pesquisa em torno do produto e do mercado. "Fizemos degustações, oferecemos em hotéis e em locais com concentração de turistas. A aceitação foi muito boa", afirma.
A bebida não será barata, terá um custo de R$ 25 por litro no atacado. Cada garrafa faz aproximadamente 18 drinques. "O apreciador só precisa colocar bastante gelo", ensina o empresário. Segundo ele, a mistura de limão, própolis e rapadura ajuda a amenizar o efeito do álcool, e a gradação, a tonalidade, da bebida pronta é semelhante à do vinho. "O público feminino gosta muito", conta.
A caipirinha engarrafada também poderá ser um meio de exportar o drinque brasileiro mais famoso no exterior. "Já fui sondado por empresas interessadas em levar a bebida para outros países", afirma.
Pelas contas do empreendedor, seriam necessários US$ 2 milhões para construção da indústria e uma produção inicial de 60 mil litros por mês. "O retorno virá em cerca de quinze meses", diz o empresário-pesquisador que busca investidores para o negócio. Como teve assessoria da Universidade Federal de Viçosa no desenvolvimento, Marinho espera não ter muitos problemas burocráticos para comercializar o produto.

