Rio de Janeiro – A partir de 2017, o Brasil vai produzir remédios biotecnológicos 100% nacionais para o tratamento de câncer, artrite e outras doenças. O termo de cooperação foi assinado nesta quarta-feira (2) entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Vital Brasil, e a joint venture Bionovis (Sem, Aché, Hypermarcas e União Química) e prevê a construção de uma nova fábrica, no campus da Fiocruz, em Jacarepaguá,
Os biomedicamentos, feitos com células vivas, vão abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS), que atualmente importa esses insumos. A produção nacional deve gerar economia de R$ 460 milhões aos cofres públicos em cinco anos. De acordo com o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, além da economia para os cofres públicos, a parceria, que envolve também pesquisa e desenvolvimento tecnológico, trará uma série de benefícios, como desenvolvimento de novos produtos e geração de emprego.
A fábrica, que será privada, receberá incentivos fiscais e deve estar concluída no final de 2016. Inicialmente, a unidade produzirá seis remédios: rituximabe, indicado para linfoma e artrite reumatoide; etanercepte e infliximabe, ambos para artrite reumatoide; cetuximabe, trastuzumabe e bevacizumabe, usados no tratamento de câncer.

