São Paulo – A Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) informou nesta terça-feira (31) que são necessários US$ 121 milhões para garantir a segurança alimentar da população síria. O apelo foi feito na Terceira Conferência Internacional de Doadores, realizada na Cidade do Kuwait.
Segundo informações da Rádio ONU e da FAO, esse dinheiro será utilizado para promover e fortalecer a produção de alimentos na Síria, especialmente entre as comunidades rurais. De acordo com o representante regional da FAO no Oriente Médio, Abdessalam Ould Ahmed, o conflito entre governo e opositores, que atinge a Síria desde 2011, afetou áreas importantes do país para produção de alimentos.
“O conflito na Síria interrompeu totalmente a economia e afetou dramaticamente os países vizinhos. Os conflitos ocorreram principalmente nas áreas rurais”, afirmou Ahmed. “O colapso afetou também a produção da agricultura, que hoje corresponde a apenas 25% do que era antes da crise”, disse.
Ainda de acordo com Ahmed, alguns dos países próximos à Síria que receberam refugiados não conseguem atender o crescimento da demanda porque receberam um fluxo de imigrantes quase do mesmo tamanho da sua população e passaram a dividir com seus habitantes uma área territorial pequena. Isso acabou por prejudicar, também, sua própria população.
Nas estimativas da FAO, 9,8 milhões de pessoas vitimadas pelo conflito na Síria vivem em situação de insegurança alimentar. Dos US$ 121 milhões solicitados pela FAO, US$ 59 milhões deverão ser empregados no território sírio, para ampliar a segurança alimentar das famílias, ampliar sua renda, aperfeiçoar a pecuária dos pequenos produtores e garantir o fornecimento de alimentos básicos.
Os outros US$ 62 milhões serão destinados aos países que receberam refugiados sírios, como Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia. O objetivo é ajudar estas nações a prevenir pragas em plantas e animais e a fortalecer sua cadeia de suprimento de alimentos.


