São Paulo – O Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (18) que irá manter pelos próximos meses os estímulos à economia do país. A autoridade monetária afirmou, em comunicado, que vai aguardar mais “evidências” de que a atividade econômica está crescendo de forma sustentada antes de retirar incentivos adotados após a crise de 2008.
Entre as ações que continuam a ser empregadas estão a compra de US$ 40 bilhões em títulos baseados em hipotecas e de outros US$ 45 bilhões em títulos do tesouro norte-americano. O Fed havia indicado, no começo de agosto, que a economia dos Estados Unidos apresentava sinais de recuperação e, portanto, as medidas de incentivo poderiam ser retiradas.
A previsão de que o Fed iria deixar de injetar US$ 85 bilhões todos os meses na economia fez o dólar se valorizar em relação às outras moedas, principalmente em comparação com as divisas dos países emergentes. Em agosto, o dólar se valorizou quase 5% em relação ao real. Já com o anúncio de manutenção dos estímulos anunciado nesta terça-feira, a moeda americana era cotada a R$ 2,188 às 16h46, com queda de 3,178% em relação à cotação de terça-feira (17).
O Fed agora prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do país deverá crescer entre 2% e 2,3% neste ano. A estimativa anterior, feita em junho, previa alta de até 2,6%. Para 2014, o Fed espera um PIB entre 2,9% e 3,1%. Antes calculava que o PIB do país poderia chegar a 3,5% no próximo ano.
A taxa de juros será mantida no patamar atual, entre 0% e 0,25% ao ano pelo menos até o começo de 2015. Na avaliação do Fed só será possível aumentar os juros quando o índice de desemprego cair para 6,5% ou menos. Em agosto, o desemprego estava em 7,3%.

