São Paulo – O segundo dia da feira Saudi Build, do setor de construção, que começou domingo (04) em Riad, na Arábia Saudita, já rendeu negócios para as empresas brasileiras que participam do evento. A trading WK Comercial Exportadora, por exemplo, já fechou a venda do ofurô que está exposto no estande. “Vejo muitas perspectivas de negócios”, afirmou o diretor da trading, Igor Erhard Kaufeld.
A empresa, que tem sede em Curitiba, no Paraná, comercializa produtos do setor madeireiro para construção, como compensados, portas, molduras, batentes e lâminas. De acordo com Kaufeld, a trading já exporta para diversos países árabes, tanto da região do Golfo quanto do Norte da África. “Os árabes gostaram bastante dos nossos produtos”, disse ele, que já está no país há uma semana visitando clientes.
Outra empresa brasileira que já encaminhou negócios na feira é a Braminas, de granitos. O diretor comercial da mineradora, Aricésar Assunção Ribeiro, fez um contato no primeiro dia do evento e no dia seguinte já foi visitar o showroom do lojista em Riad. “Ficamos de voltar na empresa na quarta-feira para falar com eles”, disse Ribeiro, que ainda não exporta para Arábia Saudita. Segundo ele, o empresário saudita trabalha com projetos de construção também no Bahrein e nos Emirados Árabes.
As pedras que mais chamam a atenção dos árabes são os granitos das cores azuladas, como o Azul Fantástico, e rosados, como Jacarandá Rosado. Nos dois primeiros dias do evento, mais de 120 pessoas passaram pelo estande da Braminas para ver as pedras e pegar catálogos.
A Cerâmica Cejatel, de Santa Catarina, está expondo pela primeira vez em uma feira num país árabe. Segundo o representante do Departamento de Exportação, Marcos Sipriano, a companhia ainda não exporta para o mercado árabe e está buscando compradores na região. Além de empresários sauditas, Sipriano recebeu no estande contatos de representantes do Sudão, Palestina e Síria.
Dos principais produtos fabricados pela Cejatel, a telha cerâmica é a que tem menos concorrência. “É um diferencial aqui no mercado árabe”, disse Sipriano, que também está expondo pisos.
O pavilhão brasileiro, que é composto por sete empresas, mais o Sindicato da Indústria dos Artefatos de Metais Não Ferrosos de São Paulo (Siamfesp), é organizado pela Conceito Brazil com o apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e da embaixada do Brasil em Riad. No total, a Saudi Build conta com 490 expositores, de 43 países, sendo que o Brasil é o único das Américas, com exceção dos Estados Unidos. Esta é a 21ª edição do evento, que segue até quarta-feira (07).
De acordo com o diretor de Relações Internacionais da Conceito Brazil, Renato Roncatti, os empresários brasileiros elogiaram muito a qualidade dos visitantes da feira. “É uma feira bem movimentada e com muita qualidade”, disse.
O pavilhão brasileiro também conta com estandes da Câmara Árabe e da embaixada. No primeiro dia da feira, o secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, recebeu a visita do embaixador Sérgio Luiz Canaes, acompanhado do conselheiro e encarregado de negócios da embaixada, Paulo Uchoa. A entidade fez 10 contatos comerciais, principalmente com empresas sauditas. Os principais itens procurados foram matérias-primas para indústria, como tintas e equipamentos para pavimentação de cimento.
Ontem, Alaby fez uma apresentação aos empresários brasileiros sobre o mercado saudita e as características do negociador árabe, abordando os aspectos culturais e comerciais. O secretário-geral também esteve com o secretário-geral do Conselho das Câmaras Sauditas, Fahad S. Alsultan, em Riad, onde falaram da troca de informações econômicas e de delegações comerciais. Alaby está em Riad acompanhado pelo analista do departamento de Desenvolvimento de Mercado da Câmara Árabe, Venâncio Goulart.

