São Paulo – O FMI aprovou nesta segunda-feira (6) uma nova parcela de empréstimo ao Djibuti. Ela se tornou necessária, segundo o FMI, porque o país foi afetado pelo aumento dos preços das commodities e porque também foi atingido pela crise da seca no Chifre da África. O dinheiro será liberado imediatamente. Mesmo assim, as autoridades do Fundo recomendaram que o Djibuti se esforce para aumentar receitas, controlar gastos e proteger os investimentos.
O empréstimo foi aprovado após os técnicos do FMI concluírem a quinta avaliação de desempenho econômico do Djibuti no âmbito da Linha de Crédito Ampliado. Esta modalidade de empréstimo é concedida pelo FMI apenas aos países pobres. Ela tem taxa de juros zero e prazo de pagamento de cinco anos e meio até dez anos. O dinheiro será liberado na forma de SDRs, que é o ativo de reservas internacionais do FMI. Na prática, o SDR é a moeda do FMI e seu valor é formado por uma cesta de moedas formada por dólar, euro, iene e libra esterlina. Atualmente, o SDR está cotado a US$ 1,54.
O empréstimo de 9,54 milhões de SDR corresponde a US$ 14,7 milhões e se soma a outro crédito, já liberado anteriormente, que correspondeu a US$ 9,7 milhões. Este dinheiro deverá ser utilizado para que o país mantenha as assistências sociais à população, especialmente às famílias mais pobres que foram afetadas pelo aumento repentino nos preços das commodities e dos combustíveis.
Ao divulgar a aprovação desta nova parcela de empréstimo ao país, a vice-diretora-gerente e em exercício no cargo, Nemat Shafik, disse que o país foi muito prejudicado pela conjuntura econômica externa. Mesmo assim, pediu esforços às autoridades locais. "A política fiscal precisa ter foco no aumento de receitas e no controle dos gastos enquanto protege os gastos sociais e investimentos", afirmou.
O FMI também recomenda que o país fortaleça a supervisão e regulação do sistema bancário, realize reformas que permitam o aumento de competitividade e promovam o desenvolvimento do setor privado. Também pediu que o país reestruture a companhia estatal de energia para reduzir os custos do produto e os repasses do governo para a empresa.

