São Paulo – Apesar da queda nas exportações de petróleo, a economia da Arábia Saudita não deverá enfrentar recessão neste ano porque a produção da commodity foi mantida, assim como os gastos públicos. Em documento divulgado nesta segunda-feira (01), o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que esses indicadores deverão manter o crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) saudita neste ano. Para 2016, a previsão é de expansão de 2,7% e, nos anos seguintes, de 3%. Mesmo assim, o Fundo alertou que o país terá que fazer um ajuste fiscal no médio prazo.
O documento divulgado pelo Fundo é uma análise sobre a economia saudita. O FMI realiza o mesmo procedimento com todos os países que integram a instituição. A avaliação da economia saudita foi feita entre os dias 17 e 28 de maio. No documento, os economistas do FMI observam que o governo saudita garante o crescimento do PIB de 2015 ao manter gastos públicos e produção de petróleo. Mas isso deverá levar as contas públicas a um déficit de 20% neste ano.
“Embora seja uma política apropriada nesta conjuntura devido ao grande estoque de depósitos e endividamento público muito baixo, uma adequada política de consolidação fiscal será necessária pelos próximos anos para colocar o déficit em uma trajetória de queda gradual, porém firme”, afirmou o documento do FMI.
O Fundo recomendou que se estabeleça uma consolidação fiscal “robusta” e que utilize metas para apoiar os ajustes necessários. Expansão do setor não petrolífero e mais eficiência nos gastos públicos são outros elementos necessários para a consolidação fiscal.
O documento elogiou a recente abertura da bolsa de valores saudita Tadawul à entrada de investidores estrangeiros e reconheceu que o governo saudita está adotando um ambicioso programa para ampliar a participação dos jovens locais no mercado de trabalho do setor privado. “Com uma população jovem qualificada entrando no mercado de trabalho em larga escala todos os anos, criar um número suficiente de empregos bem remunerados é um desafio fundamental para apoiar o crescimento sustentável e inclusivo”, afirma o documento.


