Silwan Abbassi*
Brasil – Uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Egito apresentou relatório positivo sobre a economia do país árabe do Norte da África no ano fiscal 2006/2007, segundo informa o jornal egípcio Al Ahram. No Egito, os anos fiscais vão do dia 1° de julho de um ano ao dia 30 de junho do ano seguinte.
Segundo o relatório do FMI, a economia do país apresentou fortes resultados devido às reformas executadas pelo país e pela administração cautelosa de sua economia. No período, o país cresceu no período crescimento de 7,1% na comparação com o ano fiscal anterior.
De acordo com o FMI, houve crescimento em vários setores, incluindo agricultura e a indústria manufatureira, que empregam grandes volumes de pessoas. A reforma que começou na segunda metade de 2004 permitiu a criação de 2,4 milhões de empregos no período e baixou os níveis de desemprego no período de 10,5% para os atuais 9%.
O relatório do Fundo também informa que cresceu a inflação no país, mas que as políticas macroeconômicas do governo egípcio ajudam a mantê-la em patamares aceitáveis. Entretanto, o FMI alerta para a necessidade do Egito continuar com seu gerenciamento econômico cauteloso, precisando reduzir seu déficit orçamentário.
A meta do país é baixar o déficit para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país até o ano fiscal de 2010/2011. Neste ano fiscal, o déficit do país correspondeu a 5,5% do PIB egípcio.
Segundo o FMI, as exportações de bens e serviços do Egito também estão crescendo, gerando um saldo de conta corrente de US$ 2,7 bilhões para o país no ano fiscal 2006/2007. As reservas em moeda estrangeira do país alcançaram US$ 30 bilhões ao final de 2007.
Pelo relatório, o maior desafio atualmente encarado pela economia egípcia é financiar adequadamente suas pequenas e médias empresas. O Fundo acrescenta que a política econômica do país e sua administração das taxas de câmbio no ano fiscal também merecem elogios.
*Tradução de Mark Ament

