São Paulo – A Mauritânia conseguiu em 2011 estabilizar a inflação em 6%, realizou reformas estruturais na economia e aumentou suas reservas internacionais. De acordo com relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), o país só não teve desempenho melhor em 2011 porque foi atingido por uma forte seca que fez sua produção agrícola cair. A Mauritânia precisa, no entanto, fazer esforços para gerar empregos e tirar a população da pobreza.
Segundo o FMI, a performance macroeconômica continua a ser forte e elástica, embora a seca que atingiu o país em 2011 apresente desafios no longo prazo. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ainda não é amplo o suficiente para gerar mais empregos e reduzir a pobreza, que permanece elevada, sobretudo nas áreas rurais.
Mesmo com crescimento estimado em 5% este ano, a alta na produção de milho, por exemplo, deverá ser de 15 mil toneladas no ciclo 2011/2012. No período anterior, de 2010/2011, foi de 25 mil toneladas.
A mineração é uma das principais atividades econômicas do país e também deverá encerrar o ano com um desempenho menor do que o esperado. A produção de cobre e ouro deverá se manter no mesmo nível de 2010, mas a de minério de ferro será menor.
Embora elogie a condução da política econômica, o FMI faz recomendações para as autoridades locais. Para o Fundo, o aumento de investimentos, o desenvolvimento de novos programas de agricultura e reformas em empresas públicas são medidas bem-vindas. Além disso, é importante “revigorar” o mercado de trabalho com reformas que fortaleçam o ambiente de negócios.
O relatório do Fundo informa que a Mauritânia foi pouco afetada pelas manifestações populares nos países árabes. Ele recomenda ainda que o banco central promova melhorias no mercado de câmbio para aumentar a flexibilidade da moeda e reduzir a exposição do país às instabilidades internacionais.
O relatório “República Islâmica da Mauritânia: terceira revisão sobre o arranjo de facilidade de crédito de três anos” foi elaborado de 11 a 24 de outubro de 2011 e concluído em 23 de novembro, após reuniões realizadas pelos técnicos do FMI e por funcionários do governo local. Ele foi publicado na última sexta-feira (23).

