São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) encerrou mais uma missão ao Egito nesta terça-feira (10) com o objetivo de discutir o apoio financeiro do órgão ao plano econômico do governo local. Segundo comunicado divulgado pela instituição, a delegação teve reuniões com membros do governo e da Assembleia do Povo, o parlamento egípcio. O que está em jogo é um possível empréstimo de US$ 3,2 bilhões do Fundo ao país.
"A missão progrediu na análise das políticas do programa econômico, que mira apropriadamente na manutenção da estabilidade macroeconômica, ao mesmo tempo em que promove o crescimento econômico e protege as famílias vulneráveis", diz o comunicado.
A nota informa que nas discussões com "um amplo espectro de partidos políticos na Assembleia do Povo" houve consenso sobre a necessidade de enfrentar desafios econômicos de curto prazo e de realizar reformas que ajudem o país a obter um crescimento maior e mais inclusivo.
"A missão reafirma que o amplo apoio a um programa econômico nacional é essencial para fortalecer a confiança e para garantir sua implementação no período após a transição política em curso", afirma o comunicado. Após a queda do ditador Hosni Mubarak, no ano passado, o Egito teve eleições parlamentares, mas o pleito presidencial ainda não ocorreu e governo permanece sob influência dos militares.
De acordo com a nota, as autoridades egípcias ainda vão finalizar detalhes do plano econômico, incluindo o Orçamento para o exercício 2012/2013, e "mobilizar o apoio político necessário para o programa". "Um arranjo financeiro para apoiar o programa econômico do Egito será apresentado à diretoria executiva do FMI assim que esse trabalho for concluído", informa o comunicado. "Financiamento externo de doadores bilaterais e outras instituições internacionais está confirmado", conclui.
Em janeiro, o Banco Mundial (Bird) anunciou empréstimo de US$ 200 milhões para a realização de projetos de distribuição de água e de saneamento básico no país. Em fevereiro, o governo pediu mais US$ 1 bilhão ao banco para apoiar seu programa econômico.
São fontes de recursos também os repasses de doadores, como a Arábia Saudita, o Catar e a União Europeia, e de outras instituições internacionais de fomento, como o Banco Africano de Desenvolvimento.

