São Paulo – A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou em comunicado desta quarta-feira (31) que o governo do Iêmen tem obtido "progressos significantes" em direção à estabilidade econômica mesmo em meio a uma transição política. Lagarde se reuniu com o presidente do Iêmen, Abd Rabbuh Mansur Hadi, que era vice do ex-presidente Ali Abdullah Saleh e foi eleito em fevereiro de 2012. Eles discutiram as medidas que precisarão ser adotadas para promover um "forte" crescimento e gerar empregos no país árabe por meio do “Plano de Transição de Governo”.
No comunicado, Lagarde afirmou que o Iêmen precisa aumentar gastos que promovam o crescimento e reduzam a pobreza. Também recomendou substituir as despesas com subsídios de energia pela transferência de renda aos mais pobres e por investimentos em infraestrutura. “Ao mesmo tempo é importante continuar a aperfeiçoar a governança, desenvolver o setor financeiro e preservar a estabilidade para que o setor privado possa se expandir”, afirmou o documento.
Lagarde observou que o presidente Hadi “está comprometido” em aumentar as receitas do setor não petrolífero do país e afirmou que o governo já corrigiu “distorções” no setor energético ao unificar os preços do diesel. O comunicado do FMI ainda pediu mais doações ao Iêmen, para que o país possa garantir a execução do orçamento e da estrutura da economia.
Djibouti tem déficit elevado
Também nesta quarta-feira o FMI divulgou um comunicado em que alerta o Djibouti a reduzir o déficit em conta corrente, diversificar a economia, reduzir a pobreza e o desemprego. “A maior parte da população se beneficiou pouco do recente crescimento econômico. Quarenta e dois por cento dos habitantes vive em situação de extrema pobreza e 48% da força de trabalho está desempregada”, disse o FMI a respeito da mais recente avaliação da economia do país, feita em 19 de julho.
O documento da instituição observa que o Produto Interno Bruto (PIB) do Djibouti cresceu 4,8% em 2012 em relação ao ano anterior impulsionado pelo aumento do fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED), atividades portuárias, comércio com a Etiópia e construção. A inflação caiu para 3,7%, mas o déficit em conta corrente continua elevado. Chegou a 12,3% do PIB em 2012, mas não foi o único.
“Os persistentes déficits orçamentários aumentam a preocupação em relação à sustentabilidade fiscal e chamam a atenção para a necessidade de uma reforma fiscal. O déficit de 2,7% do PIB em 2012 foi resultado da queda nas receitas de impostos, principalmente devido à baixa coleta de taxas e atrasos no pagamento de dividendos de algumas empresas públicas”, afirmou o FMI lembrando, porém, que a arrecadação tributária voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano.


