São Paulo – Após se encontrar com o primeiro ministro do Iraque, Nuri Al-Maliki, esta semana, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que o país está no caminho do crescimento, mas precisa manter sua política fiscal sob controle para impedir o aumento dos gastos correntes.
Em discurso após a reunião, Lagarde afirmou que a parceria do FMI com o Iraque ajudou o país alcançar a estabilidade econômica, contribuiu para o fortalecimento do dinar, a moeda iraquiana, para a baixa inflação e para a retomada do crescimento. O FMI se comprometeu a manter uma linha de crédito para garantir receita ao Iraque mesmo que o faturamento com a produção de petróleo caia repentinamente.
O orçamento do país para 2012 ainda será discutido pelo Parlamento. O governo aprovou um orçamento com previsão de gastos de US$ 100 bilhões com base em uma exportação de 2,6 milhões de barris por dia. “Estou muito animada com a nova proposta de orçamento que foi enviada recentemente pelo governo ao Parlamento. Esta proposta restringe o aumento dos gastos correntes enquanto proporciona recursos para investimentos em infraestrutura e apoio social. Enquanto isso, limita o déficit orçamentário”, disse Lagarde em Washington.
A linha de crédito que o FMI concedeu ao governo iraquiano permite que o país continue a fortalecer suas instituições financeiras ao mesmo tempo em que proporciona condições de trabalho ao setor privado e cria empregos. Lagarde afirmou que o crescimento da economia iraquiana precisa ser acompanhado de igualdade social.
“Continuaremos engajados na ajuda ao Iraque e nos seus esforços de oferecer crescimento sustentado e inclusivo com a geração de oportunidades viáveis de emprego e aumento dos padrões de vida de todos os iraquianos”, afirmou. Em janeiro, uma missão de economistas do Fundo deverá visitar o país para discutir os resultados e os desafios da política econômica.

