São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) liberou um empréstimo de US$ 217,5 milhões à Tunísia. O dinheiro é parte de um acordo aprovado em junho de 2013, pelo qual o Fundo irá emprestar US$ 1,74 bilhão ao país do Norte da África. As parcelas, no entanto, só são liberadas após técnicos do FMI e autoridades locais avaliarem as condições da economia tunisiana. De acordo com um comunicado divulgado nesta sexta-feira (29) pelo Fundo, esta parcela foi liberada após a quarta revisão do desempenho da economia tunisiana.
Uma missão da instituição esteve em Túnis em julho e fechou acordo sobre a liberação da parcela com o governo local, conforme noticiado pela ANBA. Agora o desembolso foi aprovado pela diretoria executiva do FMI.
De acordo com o documento do Fundo, a Tunísia está implantando reformas estruturais, no entanto, o país ainda precisa enfrentar grandes desafios. “A situação econômica continua difícil. O crescimento é tímido, o desemprego continua elevado e os crescentes desequilíbrios externos estão colocando pressão no câmbio e nas reservas”. O documento observa que o país ainda passa por uma transição política e terá eleições no último trimestre do ano. Mesmo assim, o FMI observa que esta transição está ajudando o país árabe.
O FMI afirmou que o país apresentou um bom resultado fiscal no primeiro semestre deste ano e disse que as pressões sobre a economia tunisiana poderão ser menores se o país mantiver uma rigorosa política salarial e de gastos. O Fundo afirma que as autoridades devem promover a reforma das empresas estatais e aperfeiçoar o gerenciamento dos recursos.
O documento ainda reconhece que o país deu “passos importantes” para reduzir as vulnerabilidades do setor financeiro, mas é preciso ainda implantar medidas como a criação de uma empresa de gerenciamento de ativos, aprovação de uma lei de falências e aperfeiçoar as estruturas regulatórias.
“Acelerada implantação de reformas estruturais é necessária para melhorar o ambiente de investimentos e gerar um crescimento maior e mais inclusivo. Ir adiante com a lei de concorrência e com uma estrutura de parcerias público-privadas irá ajudar a incentivar o desenvolvimento do setor privado”, afirma o documento.


