São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou nesta quinta-feira (24) a aprovação de mais um empréstimo ao Djibuti, país árabe que fica na região conhecida como Chifre da África. O desembolso será de 6,246 milhões de SDRs, indexador utilizado pelo FMI, o que equivale a US$ 9,5 milhões. Esta é a terceira parcela de uma Linha de Crédito Ampliado concedida pelo Fundo no total de 22,26 milhões de SDRs, ou US$ 33,9 milhões. A anterior foi liberada no início de fevereiro.
"Desde 2011, o Djibuti vem sendo fortemente atingido por problemas externos, incluindo o aumento dos preços das commodities e a seca no Chifre da África, o que tem afetado principalmente os domicílios mais pobres", disse a vice-diretora-gerente do FMI, Nemat Shafik, segundo comunicado da instituição.
Como consequência, segundo ela, o valor das importações aumentou, especialmente de alimentos e combustíveis, o que fez crescer o déficit em conta corrente do país e a suas necessidades de financiamento externo.
"Mesmo assim a economia teve um bom ritmo de crescimento em 2011, graças à recuperação das atividades de transbordo e de tráfego comercial para a Etiópia", declarou Shafik. O Djibuti fica bem onde o Mar Vermelho encontra o Mar da Arábia e serve de passagem para a Etiópia, país que não tem saída para o mar.
A executiva afirmou que a economia deverá permanecer aquecida este ano, impulsionada pelas atividades portuárias, o comércio com a Etiópia, o ramo de construção e os investimentos estrangeiros diretos. "No entanto, o crescimento continua concentrado no porto e na zona franca, e o desemprego e a pobreza permanecem como os principais problemas", afirmou.
O Djibuti assinou um acordo com o Fundo em 2008 para ter acesso à Linha de Crédito Ampliado. O empréstimo é destinado a países pobres e tem condições especiais, como regras mais flexíveis de concessão, taxa de juro zero e um período de carência de cinco anos e meio para o início do pagamento.
Para Shafik, neste período o financiamento ajudou o país a manter a estabilidade macroeconômica, a progredir na reforma da economia, a criar empregos e a reduzir a pobreza. "A competitividade da economia se fortaleceu por meio de reformas estruturais, que reduziram seus custos, e de um melhor ambiente de negócios, mas muito ainda precisa ser feito nesta área para incentivar o desenvolvimento do setor privado", concluiu.

