São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira (20) que sua diretoria executiva concluiu a segunda revisão do programa de reformas do governo do Egito e com isso o país poderá sacar pouco mais de US$ 2 bilhões, a terceira parcela de um empréstimo de US$ 12 bilhões do Fundo à nação árabe. Com este desembolso, o total liberado chegará a mais de US$ 6 bilhões.
O acordo entre o FMI e o governo foi firmado em novembro de 2016 com objetivo de aliviar a necessidade de financiamento externo do país e viabilizar um programa de reformas econômicas. O Egito vinha sofrendo com escassez de divisas e com o aprofundamento do déficit público.
De lá para cá, o governo do Egito liberou o câmbio e aumentou as taxas de juros como parte das reformas, o que fez a libra egípcia se desvalorizar e ajudou a economia a se estabilizar. Os investimentos estrangeiros retornaram e as reservas internacionais do país hoje estão em US$ 36,7 bilhões.
Ainda nesta quarta-feira, o Banco Central do Egito informou que no período de 12 meses iniciados em novembro de 2016, as remessas de dinheiro ao país por egípcios que residem no exterior chegaram ao valor recorde de US$ 24,2 bilhões, segundo informação do site do jornal Al Ahram, do Cairo. O valor é 20% maior do que o registrado no período de 12 meses anterior.
De acordo com o Al Ahram, 9,4 milhões de egípcios vivem no exterior, de uma população total de 104,2 milhões. Estas remessas estão entre as principais fontes de divisas do país, ao lado do turismo e das receitas do Canal de Suez.


