São Paulo – A economia do Marrocos deve crescer 4,7% em 2015, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado na quarta-feira (16). O fundo aponta uma melhora da situação macroeconômica do país árabe, impulsionada por uma boa safra agrícola e avanço na atividade do setor de construção.
O fundo destaca, no entanto, que o crescimento fora do setor agrícola continua lento, inclusive em áreas relacionadas ao turismo, afetadas por riscos geopolíticos, e por setores de manufaturados, como os têxteis.
Segundo o relatório, espera-se que o déficit na conta corrente do país diminua para 1,5% do PIB este ano, contra 5,7% em 2014. De acordo com o documento, o declínio das receitas turísticas está sendo compensado por fatores como fortes exportações de fosfato e menor importação de alimentos e energia. “Como resultado e com o recebimento contínuo de investimento direto estrangeiro, as reservas internacionais estão agora perto de 6,5 meses de importação”, diz o fundo.
O FMI aponta ainda que o Marrocos tem continuado sua consolidação fiscal e que o país parece estar no caminho certo para alcançar a meta de um déficit fiscal de 4,3% do PIB em 2015 ante 4,9% em 2014. “Isso reflete menores gastos com salários e subsídios, graças à redução dos preços do petróleo e à total implementação das reformas de subsídio de energia", diz.
De acordo com o FMI, as perspectivas para o médio prazo no Marrocos são favoráveis. O fundo espera um crescimento da economia de 5% em 2020, apesar de alguns riscos, como um crescimento menor na área do euro ou preços internacionais do petróleo mais altos.
Um crescimento de médio prazo maior, indica o FMI, irá depender da implementação contínua de reformas relativas à participação trabalhista e à eficiência do mercado de trabalho, acesso às finanças, educação de qualidade, eficiência dos gastos públicos e futuras melhorias no ambiente de negócios.
O fundo também indica fatores como melhor cobertura de saúde, redução contínua da pobreza e menor disparidades regionais e de gênero como cruciais para o alcance de um crescimento mais sustentável e inclusivo.


