São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Somália negociam a adoção do Programa Monitorado de Assistência (SMP, na sigla em inglês) oferecido pelo organismo. Por meio dele, a instituição financeira irá ajudar as autoridades locais a implantar reformas para que o país cresça de forma sustentada e contínua.
Técnicos do FMI e representantes do governo da Somália se reuniram entre 30 de março e segunda-feira (05) em Nairóbi, no Quênia, para discutir o plano. De acordo com informações divulgadas na noite de terça-feira (06) pelo Fundo, a implantação do SMP na Somália será agora submetida aos diretores do FMI.
Em nota, o chefe da missão do Fundo, Rogerio Zandamela, reconhece que o governo central da Somália estabelecido em 2012 tem feito esforços para reativar a economia local e promover o crescimento. O Fundo estima que no ano passado o Produto Interno Bruto (PIB) da Somália tenha crescido 3,7% sobre o de 2014 e a inflação tenha ficado em 1%. Mesmo assim, a Somália ainda enfrenta desafios grandes, como grupos rebeldes e uma condição socioeconômica “desafiadora”, segundo o FMI.
Pelo projeto, o SMP começará a ser implantado em maio e terá prazo de execução de um ano. Na avaliação do Fundo, o programa terá como objetivo ampliar a governança, o gerenciamento dos recursos financeiros, apoiar o fortalecimento das instituições somalis, fortalecer o sistema financeiro e aperfeiçoar as estatísticas econômicas e sociais disponíveis.
Essas medidas deverão ter como resultado o aumento da arrecadação e das receitas, elaboração e execução de um orçamento e o crescimento contínuo nos anos seguintes. O projeto deverá ir além: “Para garantir o desenvolvimento do setor financeiro, o programa começará a executar uma reforma monetária e fortalecer o licenciamento, supervisão e regulação dos bancos comerciais e das empresas de transferências de recursos”, afirmou o comunicado de Zandamela. Esta etapa do projeto não prevê repasses financeiros à Somália.


