São Paulo – O preço baixo do petróleo deverá afetar os resultados econômicos de Omã em 2014 e 2015. Apesar de projetar um crescimento de 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) para o país este ano, o FMI afirma que a economia local deverá sofrer os impactos da queda de arrecadação com déficits nas contas externas e em conta corrente. A avaliação que o FMI fez da economia de Omã foi concluída em 30 de abril e divulgada nesta terça-feira (05) pela instituição. Entre as sugestões do Fundo para que Omã sofra menos os impactos do petróleo mais barato estão aumento de impostos e ajuste fiscal.
“Muito devido ao fato de que a queda no preço do petróleo será sustentada, qualquer atraso em começar reformas fiscais no médio prazo poderia até piorar as perspectivas fiscais e forçar ajustes profundos e menos graduais com grande impacto no crescimento”, afirma o documento divulgado pelos executivos do Fundo.
Entre as medidas que o Fundo recomenda às autoridades locais estão conter o aumento de cargos no governo e nas forças armadas, reduzir subsídios gradualmente e racionalizar os gastos com defesa, entre outras. “Comprometer-se com estas reformas gradualmente e preservar espaço para despesas de capital (obras, compra de equipamentos, participações em empresas) evitariam que o crescimento fosse afetado”, afirma o Fundo.
Outra sugestão do documento do FMI é que Omã reveja a cobrança de taxas e concessão de isenções a empresas, amplie as categorias de impostos, identifique novas fontes de impostos sobre o consumo, sobre o valor agregado e sobre propriedades. O documento afirma ainda que aplicar impostos sobre remessas ao exterior “não é eficiente” porque gera uma arrecadação pequena e reduz a competitividade do setor privado. “Ao contrário, introduzir impostos sobre a renda de cidadãos locais e expatriados seria menos distorsivo”, afirma o Fundo.
O documento também diz que o governo de Omã precisa diversificar a economia para reduzir a dependência das receitas procedentes do petróleo e para gerar empregos entre os cidadãos omanitas. Também precisa promover melhoras no ambiente de negócios. O Fundo afirma que estima que o país tenha encerrado 2014 com inflação de 1% e espera que o indicador fique abaixo de 3% no médio prazo.


