São Paulo – O Sudão deverá encerrar 2014 com crescimento de 2,9% sobre 2013 devido sobretudo à expectativa de recuperação na agricultura e obtenção de boa safra e às estimativas otimistas de extração de ouro. As informações constam em relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a economia do Sudão, resultado da revisão das contas do país feitas sob um acordo de monitoramento da economia sudanesa. O documento foi divulgado nesta quinta-feira (04).
O FMI também avalia que a inflação deverá cair no Sudão: de 47% registrados em julho para 29% até o fim deste ano. Os preços deverão subir menos em razão de uma desaceleração no aumento dos preços dos combustíveis, preços dos alimentos em declínio e aperto monetário implantado pelo governo.
Os técnicos do Fundo, que se reuniram com as autoridades do Sudão em novembro, observaram também que o desempenho do país segundo o que foi determinado pelo acordo foi “satisfatório” e foram atendidas as metas quantitativas determinadas em junho. A exceção entre estas metas foi o crescimento das reservas monetárias.
O Sudão fechou contas em bancos comerciais, está reduzindo os empréstimos que oneram o país e aprovou medidas de combate à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. O comunicado do Fundo observa que este acordo, chamado de Programa Monitorado (SMP, na sigla em inglês) é celebrado entre autoridades locais e técnicos do Fundo para que o FMI acompanhe a implantação de programas econômicos. Ele não necessariamente envolve assistência financeira.
Mesmo com os avanços obtidos, o Sudão tem desafios pela frente no médio e no longo prazos. Algumas das metas do país são promover o crescimento inclusivo, ampliar suas reservas internacionais e reduzir a inflação. “A implantação dos programas de médio prazo do governo tem desafios, incluindo escasso financiamento externo, sanções econômicas e uma insustentável dívida externa”, afirma o documento, que também observa que a divida está em atraso. O FMI também afirma que o Sudão precisa “intensificar esforços” em parceria com o Sudão do Sul para obter apoio ao perdão de suas dívidas.


