São Paulo – A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou na terça-feira (6) que a primavera árabe poderá ser positiva para os países do Oriente Médio e do Norte da África. Segundo Christine, os países que sofreram com manifestações e trocas de governo no último ano poderão viver, após os distúrbios, anos de crescimento econômico, geração de emprego e de renda.
As oportunidades que se apresentam para países como Tunísia, Egito e Iêmen, por exemplo, vão além da troca de governos. Durante um discurso no Woodrow Wilson Center, em Washington, a diretora-gerente do Fundo, disse que cada país que passou por manifestações irá encontrar o caminho da sua recuperação, mas as metas econômicas "que pairam sobre a região devem ser grande crescimento, crescimento que gere empregos e crescimento adequado a cada camada da sociedade".
Christine reconheceu que os ganhos não serão fáceis, ainda mais porque neste ano a comunidade internacional passa por uma grande crise financeira, o que a impede de atuar mais próxima da crise árabe. "Agora estamos nos movendo em direção ao período mais difícil de todos. Estamos no meio de uma delicada transição entre a rejeição do passado e a definição do futuro", disse Lagarde. Ela citou, no entanto, que a Tunísia é um exemplo de lugar onde as manifestações surgiram, ainda em 2010, e que, agora, faz um processo de transição "moderado" e "inclusivo".
Lagarde também disse que o Fundo está ajudando a Tunisia a melhorar seu sistema financeiro, o Egito a tornar seu sistema de impostos mais justo e a Líbia a desenvolver o sistema de pagamento do governo.

