São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta terça-feira (19) que sua diretoria executiva decidiu prorrogar por sete meses, até 31 de dezembro, acordo firmado com a Tunísia. O convênio assinado em 2013 tinha originalmente prazo de dois anos e previa desembolsos de US$ 1,75 bilhão pelo Fundo.
De acordo com nota do FMI, a prorrogação ocorreu para que o governo tunisiano tenha mais tempo para adotar medidas combinadas com a instituição financeira, principalmente reformas na área fiscal a no sistema bancário. Para o fundo, tais ações vão ajudar a reduzir a vulnerabilidade do país e induzir um crescimento maior e mais inclusivo.
O acordo resultou até o momento na liberação de US$ 1,15 bilhão em créditos para a Tunísia. Uma delegação do FMI vai visitar o país ainda este mês para avaliar as condições macroeconômicas.
A Tunísia precisa de divisas para cobrir suas contas externas, mas uma de suas principais atividades econômicas, o turismo, sofre com o receio de potenciais visitantes com as condições de segurança e com o tímido desempenho econômico na Zona do Euro, principal mercado do turismo tunisiano. O país tem também alta taxa de desemprego.
Na semana passada, o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Berd) reduziu em 0,2% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tunisiano este ano para 2,8%, com aceleração de 3,6% estimada para 2016. A revisão para baixo ocorreu justamente pela demora na realização de reformas econômicas e financeiras, entre outros fatores.
A Tunísia tem, no entanto, um trunfo. Dos países mais afetados pela Primavera Árabe, em 2011, é o único que conseguiu manter-se firme num processo de transição democrática, e isso, mais a redução do preço de petróleo, deverá sustentar a retomada do crescimento, segundo o Berd.


