São Paulo – O Banco de Desenvolvimento Africano (AfDB) vai emprestar US$ 7,5 milhões para o Fundo Monetário Internacional (FMI) continuar a desenvolver um projeto de assistência econômica a nações africanas. O dinheiro será utilizado pelo Fundo na terceira fase do plano Centros de Assistência Técnica Regional (Afritacs). O projeto Afritac foi criado pelo FMI em 2002 para ajudar os países beneficiários a criar instituições econômicas sólidas e combater a pobreza. Estes centros atuam na assistência ao fortalecimento das finanças públicas dos países signatários do projeto.
“A crise econômica e financeira global, bem como as vulnerabilidades dos países africanos, tornam mais relevantes a assessoria e assistência técnica fornecida pelo Afritac”, afirmou o vice-presidente do AfDB, Aloysius UcheOrdu, após a assinatura do acordo, realizada no domingo (25) em Washington, nos Estados Unidos.
A primeira etapa do Afritac, entre 2002 e 2009, recebeu US$ 6 milhões do AfDB. Entre 2002 e 2005, metade destes recursos foi utilizada para a instalação de dois centros do Afritac no oeste e no leste da África. Os outros US$ 3 milhões foram investidos entre 2006 e 2009 para a implementação do Afritac no centro do continente. Além de ajudar as autoridades monetárias dos países africanos a adotar melhores políticas econômicas, os Afritacs também fornecem assistência para a integração regional e coordenação para o recebimento de doações.
O Afritac leste fica na Tanzânia e presta assistência a sete países daquela região do continente. O Afritac oeste está em Mali e atende dez países da África que usam o francês como língua oficial. O escritório do centro da África, que fica no Gabão, atende a outras nove nações, enquanto o Afritac Sul, que foi aberto neste ano, cobre 13 países do sul da África e da costa do Oceano Índico. Um outro escritório deverá ser aberto em Gana para atender aos países do oeste da África que não falam francês.

