São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez previsões positivas para a economia da Tunísia no médio e longo prazos. De acordo com comunicado divulgado na sexta-feira (03), o fundo estima que o país terá um crescimento real de 2,7% este ano, de 3,4% em 2013, até chegar, gradualmente, a 6% em 2016. Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 1,8% por causa da Primavera Árabe, que afetou muito o turismo e os investimentos estrangeiros diretos (IED).
O FMI informa que sinais de recuperação surgiram no início deste ano, com um crescimento real de 4,8% no primeiro trimestre. "O potencial de crescimento econômico de médio prazo da Tunísia continua favorável, mas seu aproveitamento requer um amplo pacote de reformas estruturais para impulsionar os investimentos privados", diz o Fundo.
Entre as recomendações estão melhorar o ambiente de negócios, modificar o mercado de trabalho e o sistema de educação para que a mão de obra possa atender a demanda das empresas e fortalecer o sistema setor financeiro. "Atingir um maior crescimento requer um grande volume de financiamento externo, incluindo a atração de IED e a tomada de empréstimos pelo governo e pelas empresas", afirma o comunicado.
No curto prazo, porém, o FMI vê riscos para a economia, como a crise na Europa, tradicional destino das exportações tunisianas; um eventual aumento das tensões sociais internas, que pode afastar potenciais investidores; atrasos na liberação de financiamentos, que ameaçam as políticas fiscais de apoio ao crescimento; o alto nível de desemprego e instabilidade em países vizinhos.
"Por outro lado, uma rápida estabilização da situação na Líbia pode aumentar a confiança dos investidores", observa o Fundo. O desemprego na Tunísia chegou a 19% em 2011 e esse resultado foi fortemente influenciado pelo retorno ao país de tunisianos que trabalhavam na nação vizinha.

