Alexandre Rocha
e Randa Achmawi, especial para a ANBA
São Paulo e Cairo (Egito) – O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, foi convidado pelo ministro da Indústria e Comércio Exterior do Egito, Rachid Mohamed Rachid, para participar da 38ª Feira Internacional do Cairo, evento multissetorial que será realizado entre os dias 15 e 25 de março na capital egípcia. A assessoria de Furlan informou que o ministro "em princípio" aceitou o convite, demonstrou muito interesse em estar presente e deverá ir se não houver nenhum "contratempo". A confirmação da viagem, no entanto, ainda depende de acertos em sua agenda.
O convite foi feito em uma reunião entre Furlan e Rachid na semana passada em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial (FEM). Segundo a assessoria de Rachid, o ministro egípcio saiu entusiasmado do encontro e tem falado no começo de "uma nova etapa e de novos horizontes nas relações comerciais e industriais entre o Brasil e o Egito". Para Rachid, a partir de agora o intercâmbio econômico entre os dois países vai se tornar cada vez mais intenso.
O Egito já era um dos principais parceiros comerciais do Brasil no mundo árabe, mas as relações se intensificaram após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país em dezembro de 2003; o início das negociações entre o Mercosul e o Egito em torno de um acordo de preferências tarifárias; e das articulações para a reunião de cúpula dos chefes de estado árabes e da América do Sul, que será realizada em maio no Brasil.
Em 2004 as exportações brasileiras para o país árabe somaram US$ 623,4 milhões, com um aumento de quase 35% em relação ao ano anterior. As importações, no entanto, foram bem menores, somaram apenas US$ 33,4 milhões. Em janeiro deste ano, os embarques para o Egito renderam US$ 59,9 milhões, contra US$ 42,9 milhões no mesmo mês de 2004. As importações, por sua vez, totalizaram somente US$ 1,9 milhão.
Como o desequilíbrio na balança comercial é grande, empresários e autoridades egípcias ouvidas recentemente pela ANBA têm destacado a necessidade de se aumentar as vendas do país árabe para o Brasil. O próprio presidente Lula costuma dizer que para que o Brasil consiga manter um comércio exterior sadio não basta apenas querer vender, é preciso comprar também. Nesse contexto, o ministro Rachid está programando uma viagem ao Brasil, provavelmente também em março, acompanhado de empresários de seu país. Muitos desses empresários, de acordo com sua assessoria, vão visitar o Brasil pela primeira vez.
Brasileiros na feira
Para quem quer verificar in loco as oportunidades existentes no Egito, a Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB) vai promover pela sétima vez a participação de empresas brasileiras no evento. Segundo o secretário-geral da CCAB, Michel Alaby, trata-se da principal feira de negócios da África e de uma das mais importantes do mundo árabe.
Em parceria com a Agência de Promoção das Exportações do Brasil (Apex), a Câmara terá um estande de 99 metros quadrados. No ano passado, cinco companhias brasileiras ocuparam um estande de 35 metros quadrados na feira e realizaram cerca de 450 contatos comerciais. A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) também participou com um espaço próprio, em convênio com a Apex. Os bons resultados levaram a CCAB e a Apex a aumentar o espaço para a edição deste ano.
Ao todo cinco empresas brasileiras já confirmaram presença na feira e outras três estão interessadas, mais ainda não bateram o martelo. Ainda é possível se inscrever junto à CCAB (veja contato abaixo). De acordo do com a Câmara, os produtos brasileiros que têm maior aceitação no Egito são carne bovina, material de construção, computadores, matérias-primas para cosméticos, eletroeletrônicos, calçados, produtos farmacêuticos, máquinas agrícolas, automóveis e máquinas para a indústria.
Contato
Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB)
Setor de Marketing
Tel.: +55 (11) 3283-4066
e-mail: marketing@ccab.org.br
site: www.ccab.org.br

