São Paulo – Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) – bloco econômico que inclui Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Kuwait – vai avançar 5,3% em 2012. De acordo com a instituição, os países do bloco cresceram 8% em 2011 porque ampliaram sua produção petrolífera para compensar a falta de produção em nações onde houve complicações políticas.
"Os produtores petrolíferos do Oriente Médio e Norte da África estão se beneficiando dos preços do petróleo e esperamos que o crescimento no PIB seja mais completo este ano. Entretanto, a vulnerabilidade fiscal dos países da região aumentou e continuam os desafios estruturais, como a necessidade de criação de empregos para a crescente população economicamente ativa e a diversificação de suas economias", declarou o diretor do FMI para o Oriente Médio e Ásia Central, Masood Ahmed.
Para o FMI, 2012 será mais um ano desafiador para as economias petrolíferas da região e principalmente para aqueles que passam por uma fase de transição. "O crescimento está caindo e o desemprego crescendo. Muitos países encontram menor espaço para gerir suas políticas pois consumiram parte de suas reservas internacionais e espaço fiscal em 2011. Um esforço conjunto será necessário para ajudar estes países a navegar neste período conturbado e criar uma visão econômica justa e inclusiva", declarou Ahmed.
Segundo o relatório, os elevados preços petróliferos protegeram os exportadores da commodity do Oriente Médio e Norte da África do impacto da crise na zona do euro. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) destes países caiu para 4% em 2011 e deve passar a crescer 5% em 2012.
Para o economista chefe do Centro Financeiro Internacional de Dubai (DIFC), Nasser Saidi, é inevitável uma redução no crescimento econômico da região devido aos problemas globais, embora os países continuem se beneficiando dos elevados preços petrolíferos.
"A criação de empregos é a prioridade social clara dos países da região e é importante que as nações foquem uma agenda de inclusão que dê apoio e acelere o crescimento do setor privado, principalmente as pequenas e médias empresas e empresas familiares", declarou Saidi. Ele acrescentou que o relatório também ressalta a necessidade de investimento no setor de infraestrutura para fortalecer a região.
*Tradução de Mark Ament

