São Paulo – Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) vão investir US$ 25 bilhões na produção de alumínio e na expansão de projetos existentes nos próximos 12 anos, segundo o jornal Emirates Business 24/7, de Dubai, que citou dados da consultoria Gulf Organization for Industrial Consulting (Goic), do Catar. O GCC é formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã.
Os países do GCC detêm 45% das reservas petrolíferas mundiais, 25% do gás natural e utilizam as receitas dessas commodities para investir em outros setores. Segundo a Goic, o bloco já investiu US$ 30 bilhões na produção de alumínio, o que representa um sexto de tudo o que esses países aplicaram na indústria como um todo, com exceção do ramo petrolífero.
Os novos investimentos incluem US$ 5,8 bilhões na expansão da usina de alumínio do Catar, inaugurada no ano passado, com capacidade para 585 mil toneladas ao ano. Outros US$ 8 bilhões serão aplicados na duplicação da capacidade de produção da Emal, de Abu Dhabi, das atuais 750 mil toneladas ao ano para 1,3 milhão de toneladas em 2014. Há planos de expansão das usinas de Dubai e do Bahrein, pioneiros no setor.
A Arábia Saudita, maior produtora e exportadora de petróleo do mundo, tem planos de investir US$ 3,8 bilhões na produção de alumínio; já Omã acaba de inaugurar sua primeira indústria do setor, na cidade portuária de Sohar. Vale lembrar que a indústria do alumínio consome grandes quantidades de energia, disponível em abundância no Oriente Médio a preços baixos.
A Goic estima que a demanda global de alumínio vai alcançar 70 milhões de toneladas em 2020, contra as atuais 37 milhões de toneladas. Os Emirados respondem por 4% da produção mundial. O emirado de Dubai deverá produzir 1,02 milhão de toneladas este ano, enquanto a Emal produzirá outras 750 mil toneladas.
Segundo o Emirates Business 24/7, 90% da produção de alumínio dos Emirados é vendida para 50 países, mas os principais compradores estão no mercado asiático. A Dubal, proprietária da Emal, em parceria com a Mubadala Development Company, de Abu Dhabi, foi uma das primeiras usinas de alumínio do Oriente Médio. O governo de Dubai criou a empresa há mais de duas décadas, como parte de sua estratégia para depender menos das exportações petrolíferas.
*Tradução de Mark Ament

