Da redação*
São Paulo – Um relatório publicado pelo Gulf Research Center (GRC), centro de pesquisas independente de Dubai, Emirados Árabes Unidos, mostra que os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) vão investir cerca de US$ 50 bilhões em projetos ferroviários e metroviários até 2020. O bloco inclui Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados, Kuwait e Omã. A informação foi publicada no jornal Bahrain Tribune.
De acordo com o jornal, os elevados preços do petróleo estão incentivando o surgimento de projetos de construção no Golfo Arábico. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o crescimento do setor nos países do GCC deve alcançar 5,6% este ano, um pouco abaixo dos 6% no ano passado.
Em Dubai, segundo informa o jornal local Gulf News, está sendo construída uma rede metroviária que terá 318 quilômetros quando pronta. Ela será entregue em fases, a primeira prevista para setembro de 2009 e outras com previsão para 2012 a 2020. Serão investidos na obra US$ 4,2 bilhões e ela será principalmente de metrô de superfície.
A nova rede incluirá também 270 quilômetros de trilhos para bondes. Esta rede será ligada a outros sistemas de transporte, incluindo a rede de ônibus, transporte aquático e táxis. Haverá também uma linha ligando o Aeroporto Internacional de Dubai com o Aeroporto de Jebel Ali, também no emirado.
Ferrovia do GCC
Segundo o jornal Khaleej Times, também de Dubai, os países do GCC também estão estudando a construção de uma rede ferroviária entre eles. O plano é construir uma ferrovia seguindo a costa leste da Península Arábica ligando os seis países membros, partindo da Cidade do Kuwait e terminando em Mascate, em Omã, cruzando as áreas industrias e portos do Golfo.
Para o jornal, a construção da ferrovia ajudará a coordenar, ligar e integrar os países membros do bloco em todos os setores, ampliando a união. O governo Saudita já está executando um estudo de viabilidade para a construção, incluindo orçamentos, mas ainda não há previsão de investimento no projeto. As cidades sauditas de Meca e Medina, sagradas para os muçulmanos, também estarão ligadas à rede ferroviária, facilitando a peregrinação dos fiéis. Segundo o jornal, os planos incluem ligação da grade ferroviária com Iraque, Turquia e Iêmen.
*Tradução de Mark Ament

