São Paulo – Um dos maiores aeroportos do Brasil, o Riogaleão, no Rio de Janeiro, será leiloado em 30 de março. Nesta semana, o Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Secretaria Especial do Programa de Parcerias e Investimentos (Seppi) e a Casa Civil da Presidência da República, conduz roadshows virtuais com potenciais interessados no terminal, que em 2025 recebeu 17,5 milhões de passageiros, dos quais 5,6 milhões em voos internacionais.
Os roadshows começaram a ser realizados na terça-feira (3) e terminarão na próxima quinta-feira (5). Neles são apresentados os detalhes do edital de concessão. O modelo do leilão é por venda assistida, o que foi determinado em acordo firmado com o Tribunal de Contas da União (TCU) com o Ministério de Portos e Aeroportos, a Anac e o Riogaleão.
O terminal foi concedido à iniciativa privada em 2014, ocasião em que a Changi Airports, de Cingapura, assumiu a operação de 51% do negócio. Os outros 49% ainda pertencem à estatal Infraero, que deixará o aeroporto após o leilão. No ano passado, a Changi reduziu sua participação no Riogaleão ao vender 35,7% para a Vinci Compass, hoje a sua principal acionista.
À ANBA, o Ministério dos Portos e Aeroportos afirmou que informações sobre os grupos que parcipam dos roadshows são restritas. “No entanto, é importante destacar que existem, atualmente, empresas no mercado com maturidade e capacidade suficientes para participar do leilão mesmo sem terem integrado o roadshow de apresentação do ativo”, afirmou a pasta em nota enviada à reportagem. O Ministério informou ainda que o número de participantes no roadshow não pode ser considerado como o total de interessados no processo de relicitação.
Pelo edital, a disputa está aberta no mercado. Os atuais acionistas participam do leilão se apresentarem ao menos uma proposta no valor mínimo do leilão, de R$ 932 milhões. O vencedor do certame precisará, além de fazer o pagamento à vista, pagar anualmente uma contribuição variável anual correspondente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039.
Entre as empresas árabes que voam para o Brasil, apenas a Emirates tem operações no terminal do Rio de Janeiro. A Royal Air Maroc já voou para o Galeão (originalmente Aeroporto Internacional Tom Jobim) no início dos anos 90 e manifestou o desejo de retomar os pousos e decolagens dali em breve.


