Rio de Janeiro – A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos no país, deverá ficar em torno de 0,7%. A previsão deve ser divulgada amanhã (20), segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “Vai ser diminuída a projeção. Ela é bem parecida com essa”, afirmou. A projeção anterior era de crescimento do PIB em torno de 2,1%.
O ministro admitiu que crescer 0,7% “é muito pouco”. “Nós tínhamos que crescer 4%”, afirmou. Não adianta, contudo, chorar pelo leite derramado, disse. A saída é trabalhar duramente para chegar ao segundo semestre em condições de ter um crescimento mais acelerado. “É isso que nós estamos fazendo”. As projeções para o PIB consideram as recentes pesquisas relativas à indústria, comércio e emprego, principalmente.
Paulo Bernardo afirmou que o governo está apostando que, com o aumento da atividade econômica, haverá também expansão da arrecadação federal. No último quadrimestre, a arrecadação do governo federal teve queda de 7,1%, alcançando R$ 218,8 bilhões.
O ministro disse que já houve uma melhora em relação ao resultado apurado no último trimestre do ano passado e no início deste ano. Observou, por outro lado, que além da queda na arrecadação, as reduções de impostos concedidas pelo governo a partir do final de 2008 representaram quase R$ 21 bilhões.
“Isso quer dizer que aqueles cortes que foram feitos já estão na nossa conta. Nós já estamos trabalhando com esses números para o nosso cenário fiscal para este ano. Se houver novos cortes de impostos, nós vamos ter que fazer uma adequação em termos de despesa também”, afirmou.

