Alexandre Rocha
São Paulo – O grupo saudita Amiantit, gigante do setor de tubulações, está investindo US$ 9 milhões para ampliar a capacidade de produção da Amitech, fábrica de tubos e conexões de grande diâmetro que controla na cidade de Ipeúna, no interior de São Paulo. O objetivo é atender a demanda do mercado brasileiro, já que a produção está no limite. "Em praticamente todo o ano de 2006 nós trabalhamos em quatro turnos", disse à ANBA o presidente da Amitech, Roberto Roselli.
A companhia está de olho no potencial criado pela Lei do Saneamento – recentemente aprovada pelo Congresso Nacional e que dá maior segurança para a iniciativa privada investir no setor – e pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, já que os produtos que fabrica são destinados a obras de infra-estrutura, como condução de água, redes de esgoto, transporte de efluentes industriais, irrigação e usinas hidrelétricas.
A Amitech produz anualmente 120 quilômetros de tubos de poliéster revestidos com fibra de vidro, de diâmetros que variam de 400 a 1,2 mil milímetros. A nova linha, que entrará em operação em julho, terá capacidade para produzir 180 quilômetros de tubulações por ano, com diâmetros variando de 300 a 3 mil milímetros. O número de empregos na planta deverá aumentar dos atuais 85 para 110.
Atualmente boa parte do faturamento da companhia vem de projetos de irrigação e de transporte de efluentes industrias, mas Roselli acredita que no futuro próximo o setor de saneamento vai responder por cerca de 80% dos negócios. A crença no aumento da demanda do mercado brasileiro é tão grande que ele prevê um aumento de até 70% no faturamento este ano. Em 2006 a companhia faturou R$ 30 milhões.
Aquisição
A história do grupo saudita no Brasil começou em 2002, quando ele comprou 38% das ações e assumiu a gestão da G-Tec, fabricante brasileira de tubos que começou a operar dois anos antes. O nome da empresa foi mudado para Amitech e hoje a Amiantit detém 98% do capital. Os sauditas investiram US$ 5 milhões na compra de ações e na capitalização da companhia.
"No ano 2000 a Amiantit percebeu que era hora de se globalizar, pois o mercado do Golfo estava saturado", disse Roselli. A estratégia utilizada pelo grupo foi adquirir empresas em outros países, não só fábricas, mas também companhias detentoras de tecnologias diferenciadas. A primeira aquisição foi da norte-americana Flowtite, que detinha tecnologia para fabricação de tubos reforçados com fibra e pertencia à Owens Corning, principal fabricante mundial de fibra de vidro.
No caso do Brasil, os negócios da G-Tec não iam muito bem e no final de 2001 a diretoria decidiu procurar um parceiro que tivesse tecnologia e capital para investir. "Juntou a fome com a vontade de comer: a busca da G-Tec por tecnologia e capital e o processo de globalização da Amiantit", disse Roselli. "O Brasil foi uma opção lógica, pois um player global não poderia ficar fora do maior país da América Latina", acrescentou. Embora o Brasil seja o foco central, a Amitech já fez exportações para Venezuela e Argentina.
Além do Brasil, nas Américas a Amiantit tem operações no Estados Unidos, na Argentina e um parceiro na Colômbia. Ao todo, ela tem 34 fábricas próprias ou mantidas em joint-ventures com outras companhias em 18 países. O grupo controla seis empresas de tecnologia e tem clientes em 70 países.
A empresa domina 14 tecnologias diferentes de produção de tubos, incluindo o uso de materiais como aço, concreto, PVC, polietileno, entre outros. São produtos que servem para diversos fins, inclusive para construção de oleodutos. Ela foi fundada em 1968.
Contato
Amitech
Tel: +55 (19) 3576-6000
Gerente comercial: Luciana Paulo
Site: www.amitech.com.br

