São Paulo – A feira de alimentos e bebidas Gulfood encerrou, nesta sexta-feira (30), sua maior edição. Realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, pela primeira vez foi dividida em dois centros de exposição, o que levou a uma segmentação dos expositores e do público. Na avaliação do vice-presidente de Relações Internacionais e secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Mohamad Orra Mourad, a edição ampliou a produtividade e assertividade das visitas e reuniões. A instituição participou da mostra com 15 empresas em seus dois estandes.

Uma das companhias, a produtora de amendoim Cooperativa Agrícola Mista da Alta Paulista (Camap) participou do evento pela quarta vez. Diretor da empresa, Evandro Jurevits, afirmou à ANBA que negócios foram fechados na mostra e contatos para mais vendas foram realizados.
“A Gulfood sempre gera uma expectativa muito grande, por ser a principal feira de alimentos hoje e esse ano não foi diferente. É a quarta participação da Camap na Gulfood, em parceria com a Câmara Árabe, em que nossas expectativas foram atingidas. Principalmente com boas vendas concluídas e com previsão de geração de excelentes negócios no decorrer do ano, fruto da participação na feira e reuniões feitas com clientes, inclusive com a conquista de novos clientes e novos mercados”, disse Jurevits.
A Gulfood se tornou uma das maiores feiras mundiais de alimentos, ao lado da SIAL, em Paris, e da Anuga, realizada em Colônia, na Alemanha. Em razão do seu crescimento, neste ano ela foi dividida em dois pavilhões: na sua antiga sede, o Dubai WTC, ficaram as empresas de proteína animal, bebidas, laticínios e óleos. O Dubai Exhibition Centre hospedou os expositores de grãos, alimentos orgânicos e empresas de prestação de serviço em alimentação. A Câmara Árabe teve um estande em cada sede.
Gulfood com duas sedes qualificou o público
“Desde o começo, nós sabíamos que seria uma nova Gulfood e nos empenhamos em entregar o melhor aos nossos expositores. Foi uma edição positiva por duas razões: a primeira foi o fato de que dividir em duas sedes facilitou o fluxo das pessoas nas chegadas aos pavilhões de exposição. A segunda razão foi reduzir a quantidade de pessoas nos corredores e qualificar o público para cada segmento da feira. Notamos que os visitantes buscavam exatamente os expositores com queriam se reunir”, afirmou Mourad. “Algumas empresas estiveram pela primeira vez, outras já vieram antes. E algumas participam de outras feiras com a Câmara Árabe, o que mostra a credibilidade da instituição. Há espaço para crescer”.
Jurevits afirmou que a mostra estava mais organizada. “O público [estava] muito mais seletivo esse ano e isso trouxe mais objetividade à feira”, disse.
CEO da WMS Foods e da Mundus, Fernando Nascimento foi à mostra com dois objetivos. Um deles era apresentar o portfólio de carnes e proteínas, com foco em bovinos, miúdos e soluções de fornecimento. O outro era dar visibilidade à Mundus, uma plataforma digital de negociação que coloca compradores e vendedores diretamente em contato.

“A participação da WMS Foods na Gulfood foi extremamente positiva. A feira confirmou o momento forte do comércio internacional de proteínas e reforçou a importância do Oriente Médio como hub estratégico para conexões globais. Tivemos uma agenda intensa de reuniões com clientes, parceiros e novos contatos, além de validar tendências importantes do mercado, com o lançamento da MUNDUS, plataforma de Meat Marketplace, como a busca por mais transparência, eficiência operacional e soluções digitais no comércio internacional de alimentos”, disse.
A participação do Brasil na mostra se dividiu em outras frentes. Grandes fabricantes de alimentos foram à Gulfood com estandes próprios. Entidades setoriais foram representadas no encontro e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) levou mais companhias em sua participação na mostra.
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