Rio de Janeiro – A safra de 2015 deve ser 2,5% maior do que a produção agrícola de 2014. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta terça-feira (11) o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola + Safra 2015. A previsão é que o próximo ano tenha uma produção de 198,3 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas.
Entre as principais lavouras da próxima safra de verão, a expectativa é que haja crescimento da soja (9%), do arroz em casca (1,4%) e milho primeira safra (0,3%). Também é esperado crescimento nas primeiras safras de feijão (11%) e de amendoim em casca (10,7%). Dessas primeiras lavouras, apenas o algodão herbáceo deverá ter queda na produção (-8%).
O aumento de 2,5% esperado para 2015 deve-se, segundo o IBGE, aos aumentos de 1,5% na área plantada de soja e de 7,2% no rendimento médio esperado para a safra do grão, totalizando 7,7 milhões de toneladas a mais que na safra de 2014.
Já a safra deste ano deve fechar com aumento de 2,8% em relação à produção de 2013, de acordo com o levantamento de outubro do IBGE. A expectativa é a mesma feita no levantamento anterior, de setembro. É esperado que o ano termine com uma produção de 193,5 milhões de toneladas.
Os principais ganhos da safra de 2014 vieram das lavouras de soja (5,6%), arroz (3,4%) e milho (2,7%). Dezesseis dos 26 principais produtos analisados pelo IBGE devem fechar o ano com alta.
Em Brasília, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou suas estimativas de safra. De acordo com o segundo levantamento feito pela instituição sobre o ciclo 2014/2015, a colheita de grãos deve ficar entre 194,39 e 199,97 milhões de toneladas, números que representam, respectivamente, variação 0,1% negativa ou 2,7% positiva em relação à safra anterior.
Na divisão por cultura, a projeção é que 45,92% do total produzido seja de soja; 39,62% de milho; 6,34% de arroz; 3,55% de trigo; 1,61% de feijão; 1,26% de algodão e 1,7%dos demais produtos.
A diferença entre os dados divulgados pelo IBGE e pela Conab se deve aos períodos avaliados. O instituto analisa a colheita de janeiro a dezembro, enquanto a Conab se baseia no ano-safra, que vai de agosto a julho do ano seguinte.

