São Paulo – O estudo Migration and Development Brief, sobre migrações e desenvolvimento, divulgado pelo Banco Mundial, mostra o fluxo de remessas feitas por imigrantes aos seus países natais e coloca o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) como origem de US$ 70 bilhões em transferências internacionais este ano, segundo informações do site árabe de notícias econômicas Menafn. O GCC é formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã, todas nações com forte presença de mão de obra estrangeira.
O principal emissor do bloco foi a Arábia Saudita, responsável por US$ 27 bilhões, seguida pelos Emirados (US$ 17 bilhões), Kuwait (US$ 12 bilhões), Omã e Catar (US$ 6 bilhões cada) e Bahrein, com US$ 2 bilhões, segundo o site.
Das transferências originárias no GCC, 53% vão para os países do Sul da Ásia, 28% para outros países no Oriente Médio e Norte da África, 9% para a África Subsaariana e 6% para a Ásia Ocidental e Pacífico.
A pesquisa do banco mundial estima que o volume de transferências bancárias para países em desenvolvimento deve alcançar US$ 351 bilhões este ano, um crescimento de 8% na comparação com 2010. No total, as remessas podem chegar a US$ 483 bilhões no mundo todo. Em muito países, o dinheiro enviado por parentes que moram no exterior é um componente essencial da renda das famílias.
Os países que receberam o maior volume de transferências em 2011 são Índia, com US$ 58 bilhões, China, com 57 bilhões, México (US$ 24 bilhões) e Filipinas (23 bilhões). A lista dos dez maiores receptores inclui também Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Vietnã, Egito e Líbano.
Segundo o estudo, nos próximos anos as transferências internacionais devem crescer entre 7% e 8% ao ano, chegando a US$ 590 bilhões em 2014. Os países em desenvolvimento deverão receber US$ 441 bilhões naquele ano.
*Tradução de Mark Ament

