São Paulo – A importação brasileira de fertilizantes avançou 12,6% de janeiro a novembro deste ano sobre o mesmo período de 2015, segundo números da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Foram compradas no exterior 22,3 milhões de toneladas.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), indicam que do mundo árabe vieram para o Brasil 4,2 milhões de toneladas de adubos no período. A região aumentou em 32,2% o seu fornecimento para o mercado brasileiro, bem acima do crescimento geral da importação nacional.
Os números do Ministério mostram que os países que mais forneceram fertilizantes para os brasileiros no acumulado do ano até novembro foram Rússia, Canadá, Estados Unidos, Belarus e Marrocos. A classificação leva em conta o volume comercializado.
Os marroquinos venderam 1,2 milhão de toneladas de adubos para o Brasil de janeiro a novembro, com crescimento de 35,3% sobre igual período de 2015. O Catar forneceu 1,1 milhão de toneladas, volume 8,2% inferior na mesma comparação, e a Arábia Saudita vendeu 640 mil toneladas, aumento de quase três vezes.
Estes três foram os países árabes que mais embarcaram fertilizantes para o mercado brasileiro no acumulado deste ano até novembro, mas outras nações da região também fizeram vendas: Bahrein, Omã, Egito, Kuwait, Emirados, Argélia, Tunísia e Jordânia.
Em novembro, individualmente, o Brasil importou 2,3 milhões de toneladas de adubos, com crescimento de 20% sobre igual mês do ano passado.
Produção local
A produção nacional de fertilizantes caiu 1,7% no acumulado deste ano até novembro, com 8,2 milhões de toneladas, e 3,1% no mês passado individualmente, com 761,5 mil toneladas.
As entregas de adubos no mercado brasileiro somaram 3,2 milhões de toneladas em novembro, com alta de 29,2% sobre o mesmo mês de 2015, e 31,4 milhões de toneladas no acumulado dos onze primeiros meses do ano, crescimento de 11,4%.


