Agência CNI
Brasília – A indústria nacional fechou o ano de 2007 com um crescimento de vendas de 5,1% ante 2006, de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais de Dezembro, divulgada ontem (7) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Para este ano, a previsão da instituição é de um crescimento de 5% sobre 2007, mesmo com a crise norte-americana, de extensão ainda indefinida. "O que sustentou o crescimento em 2007 foi o mercado interno. E é esse mesmo fator que deverá continuar puxando a indústria neste ano", afirmou Paulo Mol, economista da CNI.
Para ele, a crise nos Estados Unidos certamente afetará o Brasil, assim como a todos os países no mundo, em especial os emergentes, mas ainda é muito difícil prever com qual intensidade isso vai acontecer. O economista Renato da Fonseca concordou com Paulo Mol. "A crise deve ter um impacto negativo no crescimento, mas não tão grande. Temos de esperar para saber o tamanho do problema", avaliou.
Enquanto o crédito estiver acessível ao consumidor brasileiro, disseram eles, a indústria continuará a vender. "Os setores que mais influenciaram no crescimento em 2007 são os que respondem ao crédito, como os de veículos automotores, móveis, vestuário. Se as parcelas continuarem a caber no bolso do brasileiro, o consumo continuará a crescer", disse Mol.
Entre os setores que mais influenciaram o crescimento no ano passado, então os de máquinas e equipamentos, alimentos e bebidas e veículos automotores. Dos 5,1% de crescimento das vendas reais ante 2006, o setor de máquinas e equipamentos respondeu por 1,2 ponto percentual, o de alimentos e bebidas por um ponto percentual e o de veículos, por 0,9 ponto percentual.

