Agência Brasil
Rio de Janeiro – A indústria brasileira de bens de capital cresceu 16% no primeiro bimestre deste ano sobre o mesmo período do ano passado. Esse foi o melhor desempenho desde o primeiro bimestre de 2001, quando o aumento foi de quase 20%.
Segundo o chefe de Análise de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Silvio Sales, o resultado do segmento, responsável pela fabricação de máquinas e equipamentos que serão usados na produção de outros bens, está bem acima da média apresentada pelos outros setores industriais.
Os bens intermediários (matérias-primas industriais), por exemplo, cresceram 3,3% no período. A produção dos bens de consumo (destinados ao consumidor final) duráveis e não-duráveis aumentou, respectivamente, 0,7% e 1,7%.
"Há uma expectativa favorável por aqueles que estão comprando máquinas e equipamentos e isso cria uma capacidade de produção mais forte e mais ampliada para atender a um possível aumento da demanda futura. Só se decide por ampliar suas encomendas de máquinas e equipamentos se você tem uma expectativa favorável futura de demanda pelo seu mercado", explicou Sales.
A demanda por bens de capital foi maior na indústria, já que as máquinas e equipamentos voltadas para esse segmento da economia tiveram aumento de 15,8% na produção. Energia e agricultura também demandaram esse tipo de bens, permitindo um aumento de 14,5% e de 12,4%, respectivamente.
Indústria
Como um todo, a produção industrial brasileira cresceu 0,3% em fevereiro em relação ao mês de janeiro. Os dois primeiros meses de 2007 registram alta de 3,8% se comparados ao mesmo período de 2006.
Na comparação com fevereiro de 2006, a produção industrial de fevereiro deste ano teve aumento de 3%. No acumulado dos últimos 12 meses, de março de 2006 a fevereiro de 2007, a variação foi de 2,8% em relação ao mesmo período anterior, março de 2005 a fevereiro de 2006.

